Câmara aumenta verba de gabinete para R$ 22 mil

Publicidade

A Câmara Municipal de Natal aumentou a “verba de gabinete” dos 29 vereadores de R$ 18 mil para R$ 22 mil por mês. O projeto de lei foi apresentado de ‘surpresa’ nesta terça-feira, 11, durante a sessão legislativa e foi aprovada pelos 24 parlamentares presentes. O aumento foi decidido um dia depois de confirmada a demissão de 450 comissionados para reduzir despesas com pessoal no fim deste ano, a aprovação abre margem para um gasto adicional de R$ 1,3 milhão por ano. O aumento passa a valer a partir de abril de 2019.

O projeto de lei foi registrado com o número 312/18. Com a aprovação, o limite mensal somado de todos os vereadores passa de R$ 522 mil por mês par R$ 638 mil. No texto aprovado a verba de gabinete é oficialmente denominada de “cota para exercício parlamentar”.

O texto aprovado também adiciona entre as despesas que podem ser reembolsadas a confecção de comendas, medalhas, placas e diplomas para o uso nas sessões solenes. Até abril, essas despesas são cobertas pelos recursos gerais da Câmara Municipal.

Fora da ordem do dia da sessão desta terça-feira, com outros 11 projetos para votação, o projeto foi incluído e votado em regime de urgência. Não houve a leitura dele em plenário. Todos os vereadores presentes aprovaram o aumento em votação ‘simbólica’, medida acertada no início da sessão para agilizar as aprovações. A exceção foram os cinco que faltaram a sessão, caso de Eleika Bezerra (PSL), Júlia Arruda (PDT), Cícero Martins (PSL), Ériko Jácome (PTN) e Ary Gomes (PDT).

O aumento concedido no fim deste ano foi articulada durante o período em que os vereadores tentam acelerar a votação de projetos para encerrar o ano legislativo. Assessores parlamentares da Casa, que apontam uma ‘contrariedade’ em aprovar o aumento um dia depois do anuncio de redução de despesas, informaram à reportagem que muitos vereadores aprovaram sem perceber do que se tratava a matéria.

A mensagem da mesa diretora, que apresentou o projeto, para justificar o aumento é respeitar o percentual previsto em lei, que estabelece que o valor destinado mensalmente aos vereadores não pode ultrapassar 75% da verba indenizatória dos deputados estaduais, fixado em R$ 29 mil. Foi a direção também quem propôs a demissão dos 450 servidores comissionados antes do fim deste ano e a posterior redução de 112 cargos, com a intenção de reduzir despesas com pessoal.

A direção é composta por Raniere Barbosa (PDT), Ney Lopes Júnior (PSD), Sueldo Medeiros (PHS), Ériko Jácome (PTN), Dinarte Torres (PMB), Ana Paula (PSDC), Eudiane Macedo (SD) e Carla Dickson (PROS).

As verbas indenizatórias são disponibilizadas para cobrir gastos com atividades de apoio parlamentar, como consultorias jurídicas, contábeis ou auditorias, assessoria de comunicação, emissão de documentos e gastos operacionais, como combustível e  materiais gráficos.

Votaram pelo aumento:

Ausentes:

*Justificaram a falta

Fonte: Tribuna do Norte

Imagem: reprodução

Sair da versão mobile