Bebê no verão: principais cuidados

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Os dias de verão são uma delícia. As crianças podem ficar mais à vontade, curtir a piscina, praia, parques… Mas e os bebês? Como cuidar deles nos dias de sol? Confira 9 dicas para passar pelo verão com tranquilidade:

1. Como cuidar da pele do bebê no sol
Até os 6 meses, o uso de protetor não é aconselhado. A recomendação da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Pediatria é que, até essa idade, a criança não use o produto porque a pele é muito fina e sensível, com maior risco de desenvolver alergias. Portanto, é indicado não expor o bebê diretamente ao sol. Use outros métodos de barreira, como as roupas com fator de proteção ultravioleta (FPU), nos momentos em que não há mesmo como evitar os raios solares. Lembre-se de que, mesmo se o seu filho estiver embaixo do guarda-sol ou de árvores, ele precisa de proteção já que recebe radiação do sol.

2. Como escolher o protetor solar para as crianças
A partir dos 6 meses, a criança já pode usar filtro solar, com fator de, no mínimo, 30. Leve em consideração o tom da pele: quanto mais clara, maior deve ser o índice de proteção. Também dê preferência para aqueles que são resistentes à água, para não sair com tanta facilidade após uma ducha ou entrada rápida na piscina ou no mar. Use aqueles que protegem tanto dos raios UVB (que causam vermelhidão e atingem a camada superficial da pele) quanto UVA (que penetram na camada mais profunda), pois ambos são nocivos.

3. Como passar o protetor solar
Não espere chegar na praia ou na borda da piscina para aplicar o protetor no seu filho (pense no estresse que é passar corretamente o protetor com a criança querendo correr para a água?). Faça isso 20 minutos antes da exposição ao sol, para que o produto tenha eficácia. O melhor é deixar a criança sem roupa e aplicar de maneira uniforme, em sentido único e não circular, e sem esquecer das dobrinhas, orelhas e peito do pé. Para garantir proteção máxima, vale passar duas camadas na primeira aplicação do dia. Se ela ficar mais de meia hora na água passe o produto novamente. E reaplique a cada duas horas e após banho de imersão. Mas os cuidados não param por aí: é preciso evitar o sol entre 10 e 16 horas e lançar mão de roupas e chapéus, que também podem proteger seu filho.

4. Posso levar o bebê para a praia?
Sim, os especialistas recomendam o passeio a partir dos 6 meses, com todos os cuidados de proteção que citamos. E, principalmente respeitando o horário entre 10 e 16 horas já que mesmo na sombra (ou em dias nublados) os raios solares estão presentes. As nuvens, por exemplo, só bloqueiam a luminosidade. Na hora de brincar, o bebê deve ficar embaixo do guarda sol e mais próximo da parte úmida da areia. Isso porque, na porção seca, há mais concentração de fezes de animais, que podem conter ovos e larvas causadoras de bichos geográficos. Após a brincadeira, o excesso de areia deve ser retirado para evitar problemas na pele.

5. Bebê na piscina, pode?
O ideal é esperar o bebê completar 6 meses (idade inclusive que Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam para a criança começar as aulas de natação). Isso porque, a partir dessa idade, o conduto auditivo (parte interna do ouvido), que até então era reto, forma uma curvatura, dificultando a entrada da água e reduzindo as chances de infecção. Além disso, o bebê também já estará imunizado contra alguns agentes. Mas é preciso alguns cuidados. Uma delas é observar se a água é limpa todos os dias, se as crianças tomam uma ducha antes de entrar na piscina e se os bebês usam fralda específica. Fique de olho se a piscina tiver cloro, já que esse produto pode irritar os olhos, maltratar os cabelos e a pele.

6. É comum surgir brotoejas na pele do bebê?
Sim, as bolinhas vermelhas popularmente conhecidas por brotoejas são provocadas pelo entupimento dos poros por onde é eliminado o suor e o problema é mais frequente no verão por causa do calor. Elas costumam aparecer principalmente no rosto, no pescoço, no tórax e nas costas – e coçam muito! O tratamento consiste, na verdade, em eliminar a causa, ou seja, o que está provocando tanto suor na criança. Por isso, opte por roupas frescas (de algodão, por exemplo), deixe os ambientes arejados e aumente a frequência dos banhos – que devem ser curtos, com água morna ou fria, para não ressecar a pele. E nada de aplicar medicamentos tópicos ou talcos sobre a pele do seu filho. Uma opção é a pasta d’água (encontrada em farmácias) com o intuito de secar as bolinhas. Outros aliados são as loções específicas para aliviar a coceira e banhos coloidais (com amido de milho misturado à água da banheira). Mas, claro, antes de tomar qualquer medida, consulte o médico do seu filho.

7. E as assaduras?
Elas também são mais frequentes em dias quentes, já que as altas temperaturas promovem uma transpiração maior e essa umidade, junto com o calor, aumenta o risco do crescimento de fungos, que causam as assaduras. Para que o seu filho não sofra com esse problema, é importante realizar trocas frequentes das fraldas. Outra dica é deixá-lo sem elas, sempre que possível, para que a pele possa respirar um pouco.

8. Como evitar picadas de insetos?
Assim como acontece com o protetor solar, os repelentes só podem ser usados em bebês com mais de 6 meses. Antes disso, a única forma é a proteção mecânica, ou seja, uso de roupas com mangas longas e calças compridas, além de telas e mosquiteiros. Se o seu filho tem mais de 6 meses e já pode usar repelente, fique atento na hora da escolha: leia sempre o rótulo para ver a idade permitida para uso e consulte o médico do seu filho. Saiba que é melhor aplicar o protetor solar primeiro e, após 20 minutos, passar o repelente.

9. Como cuidar da alimentação das crianças nos dias quentes?
Até os 6 meses, período de amamentação exclusiva, não é preciso dar nada além do leite materno. O que as mães podem fazer é oferecer mais vezes o peito, já que a água provém do leite. Vale amamentar com mais frequência. Sendo assim, o bebê estará bem hidratado, não se preocupe. Acima dessa idade, além de caprichar nos líquidos (água é sempre a melhor bebida!) ofereça refeições mais leves e hidratantes, com legumes, verduras e frutas, utilizando os alimentos mais hidratantes (pepino, tomate, salsão, abobrinha, alface, abóbora, cenoura, couve-flor, brócolis), e evite as carnes vermelhas, já que as proteínas pesam mais na digestão. As carnes brancas, como peixe e frango, são bem-vindas. E não se preocupe se o apetite da criança diminuir um pouco, é normal em dias muito quentes.

Fontes Consultadas: José Antonio Jabur, coordenador do Departamento de Dermatologia do Hospital Sabará (SP), Nádia Almeida, dermatologista do Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR); Maria Esther Ceccon, pediatra e neonatologista (SP) e Selma Helene, dermatologista (SP); Mauro Vaisberg, especialista em medicina esportiva do Hospital Samaritano (SP)

Fonte: Revista Crescer

Imagem: ThinkStock

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