Este domingo (2) é o mesmo de trás para frente e de frente para trás. Isto porque 02/02/2020 = 0 2 0 2 2 0 2 0, portanto, a data é um palíndromo, assim como os nomes Ana e Otto, o animal Arara e a frase ‘Anotaram a data da maratona’, o que significa que podem ser lidos da esquerda para a direita ou o inverso.
A próxima data capicua como essa, com apenas com dois números, será no dia 22 de fevereiro de 2022 (22/02/2022). Depois disso, no entanto, só no próximo século, no dia 21 de dezembro de 2112 (21/12/2112).
O que significa?
Do grego, é a união das palavras ‘palin’ (de novo, com repetição, em sentido inverso) com ‘dromo’ (caminho, curso, pista). Um palíndromo é uma palavra, frase ou qualquer outra sequência de unidades (como uma cadeia de ADN; Enzima de restrição) que tenha a propriedade de poder ser lida tanto da direita para a esquerda como da esquerda para a direita. Numa capicua, normalmente são desconsiderados os sinais ortográficos (diacríticos ou de pontuação), assim como o espaços entre palavra.
Rômulo Marinho, veterano palindromista brasileiro, propõe classificar os palíndromos em:
Expliciti – trazem sempre uma mensagem direta, clara e inteligível, como “Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos” (palíndromo de autoria anônima, provavelmente o mais conhecido em língua portuguesa).
Insensati – cuidam apenas de juntar letras ou palavras sem se preocupar com o sentido, como “Olé! Maracujá, caju, caramelo.”
Palíndromos famosos
Além de números e datas, o jogo de palavras também é comum na língua portuguesa. A expressão “Roma me tem amor”, por exemplo, pode ser lida das duas maneiras.
“Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos”, é outro palíndromo bastante recorrente quando o assunto é este.
Um dos maiores palíndromos
Outro professor de matemática apaixonado pelas palavras que se leem em direito e inverso é o paranaense Ziro Roriz. Ele coleciona mais de 4,5 mil palíndromos, entre palavras, frases, textos e poemas.
Uma de suas mais desafiadoras criações é este texto palindrômico, com 356 palavras:
Fonte: Jornal do Comércio
Imagem: Katarina Moraes/JC

