Segurança que agrediu jovem surdo no Carnaval de Apodi é preso por receptação e porte ilegal de arma

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A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu um dos três seguranças que agrediram covardemente um jovem surdo durante o Carnaval de Apodi, no Oeste potiguar. Segundo a Polícia Civil de Apodi, o homem de 25 anos foi preso no centro de Mossoró.

A prisão aconteceu quando o segurança foi até a delegacia para registrar um boletim de ocorrência após ter sofrido supostas ameaças de facções criminosas depois da agressão contra o jovem.

Segurança que agrediu covardemente jovem surdo no Carnaval de Apodi – Foto: reprodução.

Entenda o caso:

A agressão praticada ganhou repercussão após a divulgação de vídeos que mostram o jovem com deficiência auditiva sendo cercado e covardemente agredido por seguranças privados durante a festa. Testemunhas relataram que ele tentava se comunicar por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), alegando que não compreendia as ordens dadas verbalmente pelos profissionais.

A prisão atual:

De acordo com a Polícia Civil, o segurança foi preso portando um celular com registro de roubo. Depois da abordagem inicial, os policiais foram até o veículo utilizado pelo segurança e encontraram ainda uma arma de fogo calibre .40, considerada de uso restrito das Forças Armadas e órgãos de segurança pública (polícias civil, militar, federal, rodoviária e penal).

Ele foi conduzido à delegacia e autuado em flagrante pelos crimes de receptação (art. 180 do Código Penal Brasileiro) e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (Art. 16 do Estatuto do Desarmamento). Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Ainda segundo a Polícia Civil, as investigações sobre a agressão praticada seguem em andamento, com o objetivo de identificar e responsabilizar todos os envolvidos no episódio.

Em nota, a Prefeitura de Apodi informou que determinou a apuração imediata dos fatos junto à empresa responsável pela segurança do evento. Afirmou ainda que a orientação repassada às equipes contratadas era de atuação com respeito e preservação da integridade dos foliões. O que se viu, porém, foi o exato oposto — evidenciando a falta de fiscalização da prefeitura neste sentido.

A identidade da vítima e informações atualizadas sobre seu estado de saúde não foram divulgadas. A Polícia Civil pede que informações que possam ajudar nas investigações sejam repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

Fonte: AgoraRN

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