Técnicos de enfermagem do Samu Metropolitano em Natal convocaram uma assembleia para esta quinta-feira (30), às 7h, com objetivo de deliberar sobre um indicativo de greve por tempo indeterminado, com possibilidade de início no dia 5 de maio . A mobilização ocorre após mudanças na composição das equipes das ambulâncias. A decisão coloca em risco a continuidade do modelo atual de atendimento.
A convocação foi feita pelo Sindsaúde/RN após definição de uma nova estrutura de equipes, que prevê a substituição dos técnicos por enfermeiros no atendimento direto das unidades móveis . A mudança altera a distribuição de funções.
Esse tipo de reorganização modifica o funcionamento do serviço ao retirar profissionais que atuam há mais de duas décadas nas ambulâncias, transferindo atribuições e redefinindo a lógica operacional do atendimento de urgência. O sistema passa a operar sob nova composição.
Mudança retira técnicos do atendimento direto
A proposta em discussão prevê a convocação de enfermeiros para compor as equipes e a retirada dos técnicos de enfermagem do atendimento direto nas ambulâncias . A função é substituída.
Segundo o sindicato, os técnicos desempenham papel contínuo no serviço e sua exclusão altera a dinâmica de resposta nas ocorrências. A mudança impacta a rotina operacional.
Categoria questiona impacto na qualidade do atendimento
O Sindsaúde/RN afirma que a retirada dos técnicos pode afetar o funcionamento do atendimento de urgência, considerando a experiência acumulada desses profissionais no serviço . O argumento envolve operação prática.
A entidade defende a manutenção dos técnicos nas equipes, com supervisão de enfermeiros, como forma de preservar a estrutura já utilizada. O modelo atual é contestado.
Durante a assembleia, a categoria deve avaliar condições de trabalho, impactos da mudança e possíveis medidas de reação, incluindo paralisação das atividades . A decisão será coletiva.
A discussão envolve tanto a reorganização interna do serviço quanto os efeitos dessa mudança no atendimento prestado à população. O debate ultrapassa a categoria.
Greve pode interromper atendimento em unidades móveis
Caso aprovada, a paralisação pode atingir diretamente o funcionamento das ambulâncias do Samu na região metropolitana de Natal . O serviço pode ser afetado.
A possibilidade de greve insere um fator de instabilidade no atendimento de urgência, que depende da atuação contínua das equipes. A operação pode sofrer interrupções.
Decisão altera modelo de atendimento pré-hospitalar
A mudança proposta reconfigura o modelo de atendimento pré-hospitalar ao modificar a composição das equipes responsáveis pelas ocorrências . A estrutura é redesenhada.
Esse tipo de alteração afeta diretamente a forma como o atendimento é executado em situações de emergência, incluindo tempo de resposta e divisão de tarefas. O impacto é operacional.
Se mantida, a nova configuração tende a redefinir o funcionamento do Samu na região metropolitana, deslocando funções entre profissionais e criando tensão entre gestão e trabalhadores. O sistema de atendimento de urgência passa a depender da adaptação a um novo modelo, com risco de paralisação no período de transição.

