Uern Natal abre curso gratuito de defesa pessoal para mulheres

Foto: Google/reprodução

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A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) abriu inscrições para um curso gratuito de defesa pessoal voltado exclusivamente para mulheres em Natal. A iniciativa integra o projeto de extensão “Todos por elas: autodefesa e proteção digital” e pretende fortalecer autonomia, segurança e percepção de risco das participantes diante de situações de violência. A formação oferece 30 vagas para mulheres com idade a partir de 18 anos.

Aulas utilizarão técnicas de Krav Maga

As aulas ocorrerão presencialmente na Uern Natal, no Complexo Cultural da universidade, entre os dias 23 de maio e 27 de junho, sempre aos sábados, das 9h às 11h.

O curso será ministrado pelo professor Bergson e utilizará técnicas de Krav Maga, modalidade reconhecida internacionalmente pelo foco em defesa pessoal prática e resposta rápida em situações de ameaça.

Segundo a universidade, o treinamento não ficará restrito apenas a golpes ou técnicas físicas.

A proposta também inclui desenvolvimento de percepção de risco, estado de alerta, estratégias preventivas e fortalecimento emocional diante de possíveis situações de violência.

Violência contra mulheres impulsiona busca por autodefesa

A expansão de projetos de autodefesa feminina ocorre em um contexto de aumento da preocupação social com violência contra mulheres em espaços públicos, domésticos e digitais.

Nos últimos anos, universidades, organizações sociais e coletivos femininos passaram a incorporar treinamentos de percepção de risco e defesa pessoal como ferramentas complementares de proteção e fortalecimento da autonomia feminina.

Embora técnicas de autodefesa não substituam políticas públicas de segurança, fiscalização estatal e combate estrutural à violência de gênero, iniciativas desse tipo buscam reduzir vulnerabilidades imediatas e ampliar a capacidade de reação em situações críticas.

Projeto também aborda proteção digital

Outro ponto destacado pela Uern é que o projeto trabalha não apenas segurança física, mas também proteção digital.

A inclusão dessa dimensão revela como a violência contra mulheres deixou de ocorrer apenas em espaços presenciais e passou também a envolver perseguição virtual, exposição de dados pessoais, assédio online, invasão de privacidade e ameaças digitais.

Isso amplia o próprio conceito de segurança feminina contemporânea.

Hoje, estratégias de proteção envolvem tanto percepção corporal e defesa física quanto cuidados relacionados ao ambiente digital e à circulação de informações pessoais nas redes sociais.

Universidades ampliam atuação social além da sala de aula

A iniciativa também mostra como projetos de extensão universitária vêm sendo utilizados como instrumento de atuação social direta das universidades públicas.

Mais do que centros de formação acadêmica, instituições públicas de ensino passaram a desenvolver ações voltadas ao enfrentamento de problemas concretos das comunidades onde estão inseridas, incluindo violência urbana, desigualdade social e vulnerabilidade feminina.

No caso da Uern, o projeto conecta educação, saúde emocional, segurança e cidadania em uma proposta que busca transformar conhecimento acadêmico em ação prática de impacto social.

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