Natal registra 89% dos acidentes com animais peçonhentos ligados a escorpiões

Foto: Freepik

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Escorpiões concentram quase todos os acidentes registrados na cidade

Natal registrou 355 notificações de acidentes com animais peçonhentos até o fim de fevereiro de 2026, sendo 331 casos causados por escorpiões, o equivalente a aproximadamente 89% do total. O dado posiciona o escorpião como principal agente desse tipo de ocorrência na capital potiguar.

A predominância está associada ao comportamento do animal, que busca abrigo em ambientes urbanos, especialmente em locais com acúmulo de resíduos, umidade e pouca iluminação. A adaptação ao ambiente doméstico amplia a exposição da população.

A consequência é a concentração do risco dentro das áreas residenciais, onde o contato com o animal ocorre de forma mais frequente e menos previsível.

Hábitos noturnos e reprodução acelerada ampliam presença urbana

O escorpião é um animal de hábito noturno e reage a vibrações e mudanças climáticas, o que favorece sua movimentação em busca de abrigo e alimento dentro de imóveis. Em Natal, a espécie mais comum é o escorpião-amarelo-do-nordeste (Tityus stigmurus).

A capacidade de reprodução de duas a três vezes ao ano, dependendo das condições ambientais, acelera a expansão da população desses animais em áreas urbanizadas, principalmente onde há oferta de alimento e ausência de predadores.

A consequência é o aumento da incidência de encontros entre humanos e escorpiões, elevando o número de acidentes ao longo do tempo.

Rede municipal mantém quatro UPAs para atendimento imediato

O atendimento às vítimas de picadas está concentrado nas quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade, que funcionam como porta de entrada para casos desse tipo. Dependendo da gravidade, o paciente pode ser encaminhado para unidades de referência estadual.

Casos que exigem aplicação de soro antiescorpiônico são direcionados para hospitais específicos, como o Giselda Trigueiro, no caso de adultos, e o Maria Alice Fernandes, para atendimento infantil.

A consequência é a centralização do atendimento em estruturas específicas, o que organiza o fluxo, mas exige deslocamento rápido por parte da vítima.

Medidas preventivas focam em eliminação de abrigo e contato indireto

A orientação da Secretaria Municipal de Saúde inclui medidas como vedação de ralos, eliminação de entulhos, inspeção de roupas e calçados e manutenção de ambientes limpos. A lógica dessas ações é reduzir os pontos de abrigo e circulação dos animais.

Em caso de acidente, a recomendação é lavar o local com água e sabão e buscar atendimento imediato, evitando práticas como cortes, sucção ou uso de substâncias caseiras, que não têm eficácia comprovada.

A consequência é a redução do risco de agravamento dos casos, desde que as orientações sejam seguidas e o atendimento seja realizado com rapidez.

Em caso de acidentes com escorpiões:

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