Deus não teme as nossas perguntas — nós é que aprendemos a temê-las

Foto: Freepik

Não é fácil confiar em Deus. Estamos falando de alguém que é invisível, que não se comunica como nós e que opera dentro de regras as quais não compreendemos. Fora isso, ao olharmos para o mundo caótico em redor, nos sobram mais perguntas do que respostas. Então, volto a dizer: não é fácil confiar em Deus.

E que me desculpem os santarrões de plantão e os campeões da religiosidade, mas essa é uma verdade que não só comprovei em meus tropeços, mas aprendi a respeitar. E isto me fez menos arrogante e mais misericordioso ao olhar para a caminhada do próximo, assim como para a minha também. Além disso, permitiu-me descobrir algo precioso: Deus não foge de questionamentos. Por consequência, construímos uma relação genuína e sincera.

Talvez falte isso dentro das “verdades incontestáveis”: parar de fugir dos questionamentos e aceitar a catarse. Pois, de tanto construirmos deuses à imagem e semelhança dos nossos achismos, perdemos a noção de quem Deus é de fato, além de esquecermos que Ele possui boca para falar por si próprio. Assim sendo, entramos num círculo vicioso: não perguntamos, por medo de desrespeitar; e, na falta de respostas, suprimos nossas legítimas curiosidades com versões “divinamente” distorcidas. Mas, no final das contas, tudo o que temos é um grandessíssimo “cala-boca” voltado para Deus — e para nós mesmos.

Diante dessa comunicação truncada e temerosa com Deus, muitos se refugiam no espaço confortável do ateísmo. Outros tantos, com igual malefício, escondem-se em religiões e coreografias religiosas. Porém, para a esperança da humanidade, existem aqueles que decidem ter uma conversa sincera com o Senhor, descobrindo n’Ele toda a coragem para fazer perguntas difíceis, mas necessárias. São estes os que descobrem o quão maravilhoso e misericordioso é o nosso Criador.

Assim sendo, convido você que chegou até aqui neste texto a estabelecer esta conversa sincera, corajosa e necessária com Deus. Chega de amarras, meias palavras e vergonhas não ditas: simplesmente fale com Ele e pergunte o que desejar. Permita-se, de uma vez por todas, conhecer o amor e o respeito que o Senhor tem por quem você é, pensa e acredita. Pois a chamada “fé cega” nunca existiu de fato, sendo um mero produto enganoso dos medos humanos. Em outras palavras, simples e corajosamente: descubra Deus!

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