Sete pessoas foram presas em flagrante neste domingo (13) por suspeita de fraude no concurso público da Polícia Penal do Rio Grande do Norte. Seis prisões ocorreram em Mossoró e uma em Natal, após a identificação de equipamentos eletrônicos que teriam permitido o recebimento de respostas durante a aplicação das provas.
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Pontos eletrônicos teriam sido usados em Mossoró
Em Mossoró, agentes identificaram indícios de que seis candidatos utilizavam equipamentos eletrônicos, entre eles pontos de comunicação, para receber informações enquanto respondiam às questões. Todos foram presos em flagrante.
A operação foi conduzida pela Polícia Civil do RN, com o apoio da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), por meio da Polícia Penal, e da Secretaria de Estado da Administração (Sead).
Respostas seriam transmitidas de fora dos locais de prova
Em Natal, uma pessoa foi presa sob suspeita de participação no mesmo tipo de fraude. Segundo a investigação, terceiros permaneceriam fora dos locais de aplicação, resolveriam as questões e transmitiriam as respostas aos candidatos por meio dos dispositivos eletrônicos.
O método permite distribuir funções entre diferentes integrantes: enquanto os candidatos entram nos locais de prova com os aparelhos, pessoas posicionadas externamente produzem e enviam as respostas. A apuração deverá identificar quem teria participado dessa estrutura além dos sete presos.
Suspeitos podem responder por fraude em certame público
As condutas são investigadas com base no artigo 311-A do Código Penal. O dispositivo pune quem utiliza ou divulga indevidamente conteúdo sigiloso de concurso público para beneficiar a si próprio ou terceiros, ou para comprometer a credibilidade do processo seletivo.
A pena prevista é de um a quatro anos de reclusão, além de multa. O enquadramento definitivo de cada suspeito dependerá das provas recolhidas e da participação atribuída individualmente durante a investigação.
Uma das reportagens utilizadas pelo JOLRN apresentava no título a informação de que 12 pessoas haviam sido presas, mas o próprio corpo do texto registrava sete detenções — seis em Mossoró e uma em Natal. Esse total também coincide com a segunda publicação consultada. Por isso, a reportagem adota o número de sete presos, sustentado pelo conteúdo de ambas as fontes.

