Natal lidera ranking nacional de cidades em alta no emprego

Crédito: Magnific

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Natal ocupa o primeiro lugar na edição inaugural do Cidades em Alta 2026, ranking do LinkedIn que identifica regiões metropolitanas com avanço nas contratações, na oferta de vagas e na chegada de profissionais. Divulgada em 22 de julho, a lista ainda inclui Recife, Fortaleza e João Pessoa.

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Natal abre lista com quatro capitais nordestinas

A classificação nacional ficou assim:

  1. Natal (RN)
  2. Recife (PE)
  3. Goiânia (GO)
  4. Fortaleza (CE)
  5. Londrina (PR)
  6. Vitória (ES)
  7. Manaus (AM)
  8. Ribeirão Preto (SP)
  9. João Pessoa (PB)
  10. Cuiabá (MT)

O Nordeste ocupa quatro das dez posições e abre o ranking com duas capitais consecutivas. O resultado, contudo, representa velocidade de crescimento dentro da base do LinkedIn. Não significa que essas cidades tenham os maiores mercados de trabalho do Brasil em número absoluto.

Turismo e energia ajudam a explicar Natal

O LinkedIn associa a colocação de Natal principalmente ao turismo e à cadeia de energias renováveis. A escolha da capital potiguar para sediar um centro regional de serviços da fabricante de turbinas eólicas Vestas aparece entre os fatores considerados pela plataforma.

Os setores que mais contrataram na região metropolitana foram educação superior, serviços de tecnologia da informação e consultoria em gestão. UFRN, TP e Riachuelo aparecem como os principais empregadores identificados pelo levantamento.

A oferta de trabalho flexível ainda é minoritária: 7% das vagas eram remotas e 10% híbridas. A maior parte das oportunidades, portanto, permanece ligada à presença física do trabalhador e à atividade econômica local.

Um termômetro externo ao LinkedIn aparece no emprego com carteira assinada. Segundo levantamento da Prefeitura do Natal baseado no Caged, a capital criou 9.085 postos formais entre janeiro de 2025 e junho de 2026, o equivalente a 55,5% do saldo registrado no Rio Grande do Norte no período.

O que o ranking mede — e o que fica de fora

A classificação foi elaborada com informações agregadas de perfis e anúncios de vagas publicados entre março de 2024 e fevereiro de 2026. O cálculo combina crescimento das contratações, aumento do número de empregos e relação entre profissionais que chegaram e deixaram cada região metropolitana.

O LinkedIn excluiu áreas com mais de 2 milhões de usuários para direcionar a lista às cidades pequenas e médias. Por isso, metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro não disputaram posição com Natal.

O estudo também não compara salários, custo de vida, estabilidade, direitos trabalhistas ou qualidade dos postos criados. Como parte de perfis ativos e vagas publicadas na plataforma, sua leitura alcança sobretudo o trabalho formal e qualificado.

Essa ressalva ganha peso diante da realidade estadual. No segundo trimestre de 2026, o Rio Grande do Norte registrou taxa de desocupação de 5,6%, mas ainda tinha 41,3% dos ocupados na informalidade, segundo a PNAD Contínua do IBGE.

Crescimento ainda precisa virar trabalho de qualidade

A liderança de Natal revela expansão recente e capacidade de atrair profissionais. Também indica que turismo, educação, tecnologia e energia passaram a produzir oportunidades em ritmo superior ao observado em outras regiões analisadas.

O passo seguinte é converter esse movimento em empregos duradouros, salários melhores e formação compatível com as vagas abertas. O ranking não entrega um certificado definitivo sobre o mercado de trabalho natalense. Ele registra uma direção: a capital cresce, contrata e atrai gente — mas ainda precisa fazer esse avanço alcançar quem permanece fora do circuito formal.

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