A família de Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, natural de Natal, busca esclarecimentos oficiais após receber informações divergentes sobre a morte do potiguar durante uma viagem à Turquia.
Residente em Portugal há cerca de uma década, ele viajou no início do mês para a cidade de Izmir, na costa oeste turca, para turismo. Por lá, ele se envolveu em uma briga, no dia 8 de outubro. O potiguar feriu o rosto no confronto. De acordo com o irmão de Lucas, Marcos Medeiros, o potiguar procurou autoridades policiais turcas para relatar o crime, mas acabou detido em um centro de migração na cidade de Esmirna. Aos parentes no Brasil, ele havia relatado episódios prévios de hostilidade na Europa por ter se convertido ao judaísmo.
Ainda no dia 8, Lucas informou que seria deportado para o Brasil, chegando a enviar sua localização por telefone para a mãe. A previsão era de que ele desembarcasse no Aeroporto de Guarulhos na última segunda-feira (12). No entanto, apesar da confirmação da emissão da passagem, o potiguar não embarcou no voo.
Segundo Marcos Medeiros, no último dia 12, após questionamentos de familiares, o Consulado do Brasil na Turquia informou que o corpo de Lucas teria sido localizado em um quarto de hotel. No entanto, após parentes confrontarem os oficiais com dados de geolocalização que comprovavam uma detenção anterior, a narrativa mudou, passando a sustentar que o óbito teria ocorrido dentro de um centro de detenção migratória. A família denuncia descaso institucional e aponta suspeitas de violência sob custódia.

“Eu estou desolado, estou arrasado, minha mãe está arrasada. A gente quer justiça. Meu irmão não merecia. Meu irmão era um rapaz bom, meu irmão nunca se envolveu com problema, meu irmão era um rapaz bom, nunca se envolveu com problema, não era uma pessoa briguenta, sempre foi estudioso, pintor, escrevia livros. Ele não era uma pessoa de confronto, ele não era uma pessoa difícil. Então, qualquer narrativa quanto a isso é mentira. Meu irmão sempre foi finalista de olimpíada de matemática, estudou em Instituto Federal porque era muito estudioso, estudou em Universidade Federal porque era muito estudioso. Programador, trabalhador. Não tem justificativa, não tem justificativa”, lamentou.
Até o momento, os parentes afirmam não ter recebido nenhuma documentação formal, laudo pericial ou atestado consular que confirme o falecimento. “O que nós esperamos das autoridades brasileiras é o mínimo: justiça. Agora, não é justo que um brasileiro vá para outro lugar, seja justiçado e seja morto por causa de qualquer posicionamento. Se ele fez alguma coisa errada, o que não foi o caso, deportem-no, mas não têm o direito de matá-lo”, ressaltou.

Outro irmão de Lucas, Filipe Medeiros, relatou que a ausência de laudos técnicos tem gerado angústia aos familiares, que cobram uma manifestação conclusiva do Ministério das Relações Exteriores e de órgãos internacionais para esclarecer o que de fato aconteceu em solo turco. “Eu estou sem dormir há dois dias resolvendo isso. Só vou ter paz quando souber o que aconteceu de verdade com meu irmão”, disse.
Ainda de acordo com Filipe, uma irmã já está a caminho da Turquia para buscar informações e providenciar eventual traslado do corpo. Morando em Portugal há cerca de dez anos, Lucas Nascimento de Medeiros é formado em Geologia e Mineração. Ele atuava no setor do comércio.
Imagens: Reprodução
Fonte: Novo Notícias










































































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