“Se a mulher tem um filho, dizem que é pouco e perguntam quando vem o segundo; se a mulher tem três filhos ou mais, perguntam o motivo de tantos”. A frase é de Vanessa Santos, 31 anos, grávida de gêmeos e paciente da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC). Para ela, o Dia da Gestante, celebrado nesta sexta-feira, 15 de agosto, também é um lembrete sobre o respeito que toda mulher merece – e durante a gravidez ainda mais.
Mãe de outros três filhos, a dona de casa está no oitavo mês de gestação e afirma que, além de acompanhamento médico, o que mais faz diferença é a empatia. “A gestante precisa de carinho e atenção, porque é um momento sensível, que pode até levar à depressão. No meu caso, tenho uma gravidez de risco e cada gesto de cuidado conta muito”, diz.
O acolhimento que Vanessa recebe começa com consultas regulares, exames e orientações para garantir a segurança da mãe e dos bebês dela, Bernardo e Benício, que devem nascer na MEJC nas próximas semanas. Para ela, a resposta rápida da equipe durante a internação é um diferencial. “Quando chamamos no leito, eles vêm imediatamente, sempre com muita atenção, e não nos deixam esperando”, conta.
No Rio Grande do Norte, a MEJC e o Hospital Universitário Ana Bezerra (Huab), ambos da Universidade Federal do estado (UFRN) e vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), oferecem esse cuidado como parte da rotina. As duas unidades mantêm atendimento pré-natal de baixo e alto risco, com equipes multiprofissionais e acompanhamento individualizado.
Cuidado integral
A ginecologista Maria da Guia, da MEJC-UFRN/Ebserh, reforça que o pré-natal deve ser planejado e de qualidade. “Consultas bem conduzidas, com escuta qualificada e orientação adequada, reduzem os índices de complicações. Toda gestante deve estar vinculada à uma maternidade e conhecê-la antes do parto — o que chamamos de vinculação”, explica.
No Huab-UFRN/Ebserh, as ações envolvem obstetras, enfermeiros e fisioterapeutas, garantindo desde a consulta pré-concepcional até o pós-parto. As duas instituições também contam com Casas da Gestante, Bebê e Puérpera, espaços que acolhem mulheres em fase inicial de trabalho de parto, aguardando transporte para o município de origem ou com bebês internados na UTI neonatal. Nessas unidades, as pacientes recebem hospedagem temporária, alimentação e suporte, fortalecendo o vínculo com os filhos e melhorando o bem-estar emocional.
Agosto é um mês especial
O Dia da Gestante integra o calendário do Agosto Dourado, campanha que promove o aleitamento materno. No Huab e na MEJC, a programação inclui palestras, rodas de conversa, cursos sobre técnica de amamentação e a “hora de ouro” — primeira hora de vida em que o bebê deve permanecer com a mãe.
As instituições universitárias também promovem exposições fotográficas com mães e bebês para valorizar a prática. “O Dia da Gestante serve para lembrar que a paciente precisa de atenção especial e que os serviços devem buscar acolher essas mulheres, garantindo seus direitos e orientando sobre exames e cuidados”, afirma a ginecologista Letícia Jales.
Para Vanessa, a grávida de gêmeos que abriu esta reportagem, independentemente da idade, do número de filhos ou da condição da gravidez, “todas nós merecemos ser tratadas com respeito. É um momento único e precisa ser cuidado dessa forma”, defende.
Imagem: Reprodução
Fonte: Agecom/UFRN

































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