O Conselho Municipal de Saúde de Natal aprovou a intenção da Prefeitura de construir uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na Zona Norte da capital. A decisão foi formalizada por meio da Resolução nº 015/2025, redigida na última quinta-feira 11 e que autoriza o projeto da nova UPA na região, para substituir a estrutura da UPA Pajuçara, desde que não haja interrupção do atendimento à população.
Em entrevista feita nesta segunda-feira 15, o secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, afirmou que a aprovação do conselho era a última etapa pendente antes do aval do Ministério da Saúde. “Tínhamos apenas uma diligência, que era a da aprovação do Conselho Municipal de Saúde, que aconteceu na semana passada. Então, agora, esperar o Ok do Ministério da Saúde para a gente licitar essa obra e entregar à população da Zona Norte, à população do Natal”, disse.
Segundo o secretário, a nova unidade seguirá o modelo mais atualizado do Ministério da Saúde e terá estrutura inédita no município. “A nova UPA da Zona Norte vamos fazer já na nova portaria do Ministério da Saúde. Será uma UPA de um porte que não tem ainda no município, uma UPA que vai revolucionar com atendimento à ortopedia, com Sala Lilás, acolhimento às crianças e às mulheres vítimas de violência, com sala de imunização de urgência, enfim… O melhor e mais moderno conceito que tem na UPA”, afirmou.
A Resolução nº 015/2025 registra que a aprovação ocorreu após reuniões com a população da área de abrangência da UPA Pajuçara e ampla discussão no plenário do conselho. O documento autoriza a construção do novo prédio e estabelece que o terreno inicialmente previsto, localizado no bairro Lagoa Azul, só deve ser utilizado caso não haja viabilidade técnica para a obra em área municipal vizinha à atual UPA Pajuçara.
Geraldo Pinho reforçou que a atual UPA Pajuçara não será fechada e que o serviço de urgência só será interrompido na atual UPA quando a nova unidade estiver em pleno funcionamento. Quando a nova UPA estiver pronta, a atual será transformada em uma policlínica.

De acordo com o secretário, a mudança permitirá a recuperação da estrutura atual, construída em 2010 com material metálico. “A UPA é de 2010, com material metálico, e está toda deteriorada. Está empenada, corroída, está inclinada. E ela estando inclinada, toda rede elétrica, a rede de gás medicinal, de oxigênio, tudo lá dentro está tensionado. Então, a gente vai fazer uma reforma com calma. Ela se transformará em uma policlínica”, disse. “A gente tem o turno da noite e final de semana para fazer a reestruturação que ela precisa. Vai ser mais tranquilo”.
O secretário voltou a enfatizar que não haverá descontinuidade no atendimento de emergência. “Só vamos parar de fazer emergência quando a UPA nova estiver 100% em funcionamento”, garantiu. Para Geraldo Pinho, a ampliação da rede será um ganho para usuários e servidores. “Então, mais um equipamento de saúde que chega a se somar e nada vai ser fechado. Pelo contrário, vai ser ampliado e reforçado”.

A aprovação do Conselho Municipal de Saúde é importante para autorizar e dar andamento ao projeto. Agora, a Secretaria Municipal de Saúde aguarda a autorização do Ministério da Saúde para dar início ao processo licitatório. A expectativa da pasta é de que, após o aval federal, a obra seja executada em prazo reduzido, seguindo o modelo pré-moldado adotado pelo governo federal para novas UPAs.
Localização
A intenção da Prefeitura é que o novo prédio da UPA seja erguido no bairro Lagoa Azul, entre a Rua Marialva e as avenidas Guaratinguetá e Tocantínea, a cerca de 1,6 quilômetro da atual UPA Pajuçara.
A área escolhida pela gestão municipal fica próxima a igreja Assembleia de Deus (Av. Guaratinguetá), e tem o dobro do tamanho do espaço onde hoje funciona a UPA Pajuçara.
O Conselho Municipal de Saúde de Natal aprovou o plano, mas ressaltou que, antes disso, a Prefeitura deve priorizar a possibilidade de construir a nova unidade no mesmo local onde a UPA está erguida atualmente. A expansão poderia se dar para um terreno localizado atrás da unidade, que pertence ao Município.
O secretário, porém, afirmou que há um entrave para essa solução. Ele disse que a atual UPA está em um terreno que pertence originalmente ao Estado. Isso significa que, ao expandir a UPA para o terreno de trás, parte do imóvel ficaria em uma área do Estado e outra parte ficaria num terreno do Município – o que, segundo Geraldo Pinho, não é possível.
Imagens: José Aldenir
Fonte: Agora RN








































































