O ex-prefeito de São Tomé, Anteomar Pereira da Silva, conhecido como Babá (PL), foi o escolhido para ser o candidato a vice-governador de Álvaro Dias (Republicanos) nas eleições de 2026. Mesmo sem mandato, Babá foi eleito no ano passado para presidir a Federação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Norte (Femurn), numa chapa costurada por Rogério Marinho (PL) e com apoio público de Styvenson Valentim (PSDB). Foi apenas o segundo caso na história em que um presidente da entidade chegou ao comando sem chefiar um Executivo municipal.
O anúncio da pré-candidatura foi feito na noite desta quarta-feira (4) após reunião em Brasília que contou também com a presença dos senadores Styvenson e Rogério, do prefeito Paulinho Freire (União) e do deputado estadual Adjuto Dias (MDB).
“Definimos Babá (Anteomar Pereira da Silva), atual presidente da FEMURN, como pré-candidato a vice-governador, compondo a nossa chapa nas eleições de 2026. União, diálogo e compromisso com o Rio Grande do Norte para construir um novo futuro”, disse Álvaro Dias em publicação nas redes sociais.
A informação também foi celebrada por outros nomes da direita potiguar, como os deputados General Girão (PL) e Carla Dickson (União). Babá Pereira, de 52 anos, encerrou a gestão na Prefeitura de São Tomé em 2024. Antes dele, só Benes Leocádio (União), em 2017, havia sido eleito presidente da Femurn dessa forma, quando já havia deixado a Prefeitura de Lajes. Babá também esteve na presidência da entidade entre 2021 e 2023.
A eleição da Federação no ano passado foi marcada por polarização entre dois grupos diferentes, que reivindicavam a “independência” da entidade. O pleito foi visto como uma prévia da sucessão estadual de 2026. Enquanto Babá foi apoiado pela direita, o candidato derrotado — Pedro Henrique (PSDB), prefeito de Pedra Grande — teve apoio da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice Walter Alves (MDB). Babá Pereira recebeu 109 votos e superou Pedro Henrique, que obteve 52 apoios. A eleição contou com um total de 161 votantes, de um total de 167 municípios do estado.
À época, em tom intimidatório, Styvenson publicou um vídeo em suas redes sociais cobrando fidelidade dos prefeitos nas eleições da entidade. Disse que não fez “ameaça nenhuma, nem velada e nem explícita” aos prefeitos que não votassem em Babá, mas reafirmou que assumissem “suas posições políticas” para “arcarem com os ônus e os bônus” disso, além de dizer que os gestores têm de decidir se estão contra ou a favor dele.
O então presidente da Femurn, Luciano Santos (MDB), que atualmente é secretário estadual, declarou antes do resultado que a entidade deveria transcender “interesses político-partidários, embora seja, por natureza, uma instituição política”. Santos afirmou, na ocasião, que transformar a Femurn “em palanque ideológico é um erro grave, pois prejudica a unidade necessária para defender os interesses de todas as cidades”.
A ligação de Babá com setores da direita também foi alvo de crítica do deputado federal Fernando Mineiro (PL), que afirmou no ano passado que Babá desejava “dar as cartas na entidade” com o objetivo de “tentar transformá-la, mais uma vez, em máquina eleitoral de seus futuros candidatos majoritários”.
Entre nomes principais, só PT não anunciou vice
Entre os três principais governadoráveis, apenas o PT não anunciou até o momento quem ocupará a vice na chapa com Cadu Xavier. Alguns nomes são especulados, como as ex-deputadas Larissa Rosado (PSB) e Márcia Maia (PDT).
Na outra chapa, que reúne principalmente partidos do centrão, Allyson Bezerra (União) será anunciado oficialmente neste sábado (7) como candidato ao governo. Ele terá como vice Hermano Morais, atualmente no PV, mas já com futura filiação fechada com o MDB. Além de União Brasil e MDB, o grupo é composto pelo PP, Solidariedade e PSD.
Imagem: Reprodução
Fonte: Agência Saiba Mais








































































