A disputa pelas duas vagas do Senado no Rio Grande do Norte ainda está longe de apresentar um cenário definido. Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24) mostra Styvenson Valentim (Podemos) na liderança, com 16% das intenções de voto na combinação das duas escolhas, mas também revela um eleitorado pouco cristalizado e espaço significativo para mudanças até outubro.
É nesse cenário que aparece um dos movimentos mais relevantes da eleição. Samanda de Lula (PT) chega a 8% na primeira pesquisa Quaest sobre a disputa e empata numericamente com Rafael Motta (PDT). O percentual ganha dimensão quando observado em conjunto com a trajetória recente da candidatura.
Na série anterior da Metadata, Samanda passou de 3,9% em junho para 8,7% em agosto, uma alta de 4,8 pontos percentuais. Em termos relativos, o crescimento foi de 123,1%, mais que o dobro do percentual registrado dois meses antes. Entre os principais candidatos, foi o maior avanço no período.
A comparação precisa, porém, ser feita com cautela, Metadata e Quaest são institutos diferentes. O que a série da Metadata permite afirmar é que Samanda foi a candidatura que mais avançou entre junho e agosto. A Quaest, realizada entre 20 e 23 de agosto, encontra a petista agora em 8%.
O dado sugere que o patamar alcançado pela candidatura na pesquisa anterior não desapareceu na nova fotografia eleitoral.
Crescimento com espaço para ampliar conhecimento
Outro elemento ajuda a compreender o potencial de movimentação desse cenário. Entre os principais candidatos, Samanda é a que apresenta o menor índice de rejeição na pesquisa Quaest.
Segundo o levantamento, 17% dos entrevistados dizem conhecer Samanda e afirmam que não votariam nela. O percentual é inferior ao de Styvenson (22%), Zenaide Maia (27%), Rafael Motta (25%) e Coronel Hélio (18%).
Ao mesmo tempo, porém, 66% dos eleitores dizem ainda não conhecer Samanda.
Styvenson, por exemplo, tem 37% de “conhece e votaria”, mas é desconhecido por 41% e rejeitado por 22%. Zenaide tem 27% de voto potencial, mas também 27% de rejeição. Rafael tem 24% de “conhece e votaria” e 25% de rejeição.
Styvenson lidera, mas sua força está concentrada no primeiro voto
Na combinação das duas escolhas para o Senado, Styvenson aparece com 16%, seguido por Zenaide, com 10%, e por Samanda e Rafael, com 8% cada. Coronel Hélio tem 5%.
Mas a divisão entre primeiro e segundo voto muda bastante a leitura.
Quando perguntados sobre o primeiro voto, 26% escolhem Styvenson. Zenaide aparece com 11%, Samanda com 10% e Rafael com 8%.
Já no segundo voto, Styvenson cai para 6%. Zenaide tem 9%, Coronel Hélio chega a 8%, Rafael aparece com 7% e Samanda com 6%.
A liderança de Styvenson, portanto, é especialmente forte entre aqueles que já o colocam como primeira opção. Na disputa pelo segundo voto, a diferença entre os principais candidatos diminui consideravelmente.
Esse comportamento é particularmente importante em uma eleição em que cada eleitor terá direito a escolher dois candidatos diferentes.
Quase metade das escolhas está fora dos candidatos
O tamanho do espaço ainda disponível na disputa aparece de forma ainda mais evidente na combinação dos dois votos.
A pesquisa registra 24% de indecisos ou que não souberam responder e 23% de votos brancos ou nulos. Somados, esses grupos representam 47% das respostas.
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, a indefinição é ainda maior: 78% não souberam ou não responderam.
Styvenson é lembrado espontaneamente por 8%, Zenaide por 3%, enquanto Samanda e Rafael aparecem com 2% cada.
O contraste mostra que a eleição ainda depende fortemente da exposição dos nomes e da formação da preferência do eleitor.
Quatro em cada dez ainda podem mudar de voto
A Quaest também perguntou se a decisão do eleitor é definitiva. 61% afirmaram que não pretendem mudar de candidato, enquanto 39% disseram que ainda podem mudar de voto até a eleição.
A combinação entre esse percentual, o elevado desconhecimento sobre candidaturas e o volume de brancos, nulos e indecisos reforça a leitura de que a disputa permanece aberta.
Isso não significa que todos os candidatos tenham as mesmas condições de crescimento. Os índices de conhecimento, rejeição e intenção de voto mostram pontos de partida diferentes.
No caso de Samanda, a pesquisa apresenta uma combinação particularmente significativa, ela chega a 8% na Quaest, vinha de um crescimento de 123,1% na série anterior da Metadata e registra a menor rejeição entre os principais candidatos, embora ainda seja desconhecida por 66% dos eleitores.
Uma eleição ainda em formação
A Quaest, portanto, não aponta neste momento dois nomes consolidados para as vagas do Senado. Mostra Styvenson em posição de liderança, sobretudo como primeira escolha, e um grupo de candidatos que disputa uma segunda faixa de intenção de voto.
Mas os números também mostram que a maior parte da eleição ainda está em construção.
Samanda e Rafael aparecem empatados com 8% na combinação dos votos. Zenaide tem 10%, enquanto Styvenson lidera com 16%. Ao mesmo tempo, quase metade das respostas está concentrada em indecisos, brancos e nulos, e 39% dos eleitores admitem que ainda podem mudar de escolha.
Imagem: Reprodução
Fonte: Agência Saiba Mais










































































