Mais de 800 estudantes do ensino fundamental e médio participam da etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), realizada no Campus Natal-Central do IFRN. Até este domingo (13), os alunos precisam demonstrar que programação e engenharia funcionam fora da bancada: os robôs enfrentam pistas, obstáculos e apresentações artísticas, enquanto quatro classificados avançam para a disputa nacional.
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Forró de Caicó ganha movimentos programados
Entre os projetos apresentados está o da equipe Paradoxo Potiguar, do Colégio Santa Teresinha, de Caicó. Os estudantes combinaram sanfona, zabumba, sensores e programação para criar um robô capaz de dançar forró e interagir com os integrantes durante a apresentação.
A ideia partiu de Joaquim Vinícius, aluno do 9º ano que toca sanfona desde os três anos e participa pela segunda vez da competição. Com Davi Lucas e os demais integrantes, ele desenvolveu uma sequência de comandos que faz o robô avançar e recuar como parte da coreografia. O sistema pode ser controlado por celular.
Na modalidade artística, porém, a referência cultural precisa estar integrada ao funcionamento do equipamento. A caracterização e a apresentação em palco não substituem o trabalho técnico: são os mecanismos construídos e programados pelos próprios estudantes que sustentam o desempenho.
Percurso testa sensores, obstáculos e precisão
Na modalidade de resgate, os robôs precisam seguir linhas, identificar e contornar obstáculos, subir rampas e atravessar uma gangorra. Cada tarefa exige montagem adequada, programação e calibração dos sensores, o que transforma poucos minutos de prova no resultado de meses de testes.
A equipe Mr. Robot, da Escola Agrícola de Jundiaí, chegou à primeira participação depois de aproximadamente oito meses de preparação. Segundo Gabriel Câmara, os quatro integrantes trabalharam na construção, no treinamento e nos ajustes do equipamento para chegar à competição com a etapa principal de desenvolvimento concluída.
A rotina também envolve corrigir falhas e incorporar novas tecnologias a cada edição. Leonardo Lisboa, que começou a participar da OBR em 2019, contou que sua equipe trocou o kit utilizado na montagem e acrescentou um sensor capaz de identificar a cor das bolas, função que o projeto do ano anterior ainda não executava.
Competição reúne técnica, criatividade e trabalho em equipe
A etapa estadual recebe alunos de escolas públicas e privadas de diferentes municípios potiguares. De acordo com a coordenadora da competição, professora Sarah Rossiter, os estudantes se preparam durante o ano para as provas.
As modalidades exigem habilidades distintas. Enquanto a categoria de resgate mede o desempenho do robô diante de desafios físicos, a robótica artística incorpora coordenação, criatividade e expressão cultural à programação. Essa combinação permite que referências do cotidiano dos alunos — como o forró levado pela equipe de Caicó — sejam transformadas em soluções tecnológicas construídas dentro das escolas.
Quatro classificados avançam para etapa nacional
A seletiva realizada em Natal definirá quatro classificados para a etapa nacional da OBR, marcada para ocorrer entre os dias 23 e 27 de novembro, em João Pessoa, na Paraíba. Os melhores colocados na disputa brasileira poderão representar o país no mundial da modalidade, na Alemanha.
A classificação amplia o percurso iniciado nos laboratórios escolares: projetos desenvolvidos ao longo de meses podem sair do interior do Rio Grande do Norte, chegar à competição nacional e alcançar uma disputa internacional. Mesmo entre as equipes que não avançarem, os testes realizados em Natal servirão para revisar códigos, sensores e estratégias nas próximas edições.








































































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