William Gomes da Silva, de 21 anos, morreu após ser baleado ao tentar impedir um assalto a um mercadinho no bairro Lagoa Azul, na Zona Norte de Natal. O crime aconteceu por volta das 19h nesta quarta-feira 4. Uma mulher suspeita de participar do roubo foi linchada por populares e socorrida após a intervenção da polícia.
Segundo relatos de moradores, um homem e uma mulher entraram no estabelecimento e roubaram queijo, mortadela e frango. William teria tentado ajudar o responsável pelo comércio e entrado em luta corporal com o suspeito, que efetuou o disparo. A vítima morreu na calçada, em frente ao mercadinho.
A mãe de William, Valdemice Bezerra da Silva, também ficou ferida. Ela foi esfaqueada no braço durante a ocorrência, recebeu pontos e retornou do hospital na manhã desta quinta-feira 5.
Abalada, Valdemice contou que correu ao ouvir que o filho havia sido atingido. “Eu disse: meu filho, meu filho, meu filho”, relatou. Questionada sobre o momento em que foi esfaqueada, disse não se lembrar.
Após o disparo, o homem suspeito de participar do assalto fugiu por imóveis da região, passando por muros e telhados. De acordo com os relatos, policiais o encontraram dentro de uma residência.

A mulher foi alcançada e agredida por populares antes da chegada dos policiais. Ela foi socorrida, mas seu estado de saúde não foi confirmado.
William deixa uma filha de 3 meses. Familiares disseram que ele trabalhava com montagem de móveis e também fazia serviços ocasionais para conseguir renda.
A avó, que participou de sua criação, lamentou a morte do neto. “Ele nunca saiu de perto de mim”, afirmou. “Ele sempre foi um trabalhador.”
Moradores também o descreveram como uma pessoa conhecida por ajudar a comunidade. William realizava entregas, limpava quintais e fazia outros pequenos serviços. Segundo uma moradora, ele já combinava a pintura da casa de uma mulher da região.
Ela contou ainda que William costumava ajudar no mercadinho, embora não fosse funcionário do estabelecimento.
Maria do Socorro, que mora nas proximidades, relatou ter ouvido o disparo. Ao sair de casa, encontrou pessoas correndo na rua. Assustada com a movimentação, voltou para o imóvel e fechou a porta.
As circunstâncias do roubo, a participação de cada suspeito e a dinâmica dos ferimentos ainda precisam ser esclarecidas pela investigação.
Imagens: Reprodução
Fonte: Agora RN







































































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