(insira aqui o nome da sua equipe recém-formada), avante!
Existem alguns autocombos, como tem sido de praxe em jogos de luta recentes. Eles são acionados ao pressionarmos repetidas vezes um mesmo botão de ataque (fraco, médio ou forte) e, dependendo da nossa barra de especial, são encerrados com um super ou golpe especial. Esse tipo de recurso tem dividido opiniões, já que alguns jogadores fazem uso apenas deles.
Ademais, jogadores mais puristas podem ficar tranquilos, pois não faltam recursos para quem é adepto de utilizar todos os botões possíveis. Além dos ataques básicos, há dois botões de ações específicas. O primeiro é para as habilidades únicas do personagem e o segundo funciona como atalho para os golpes especiais. Eles funcionam de maneira diferente de acordo com a direção pressionada junto com eles.
Todavia, esse último tem uma resposta, chamada de Crossover Reflect, que é como o Counter Breaker do Killer Instinct. Ou seja, o seu revide pode ser revidado e abrir espaço para que o oponente te reduza a pó. Tudo isso funciona muito bem no chão, mas é muito comum ser içado aos céus durante os combos, o que nos deixa praticamente à mercê da sorte. Algumas ferramentas extras, como o uso de um assistente na defensiva ou de uma defesa mais forte gastando mais de uma barra de ajuda, viriam a calhar.
Vários motivos, mas com o mesmo propósito: salvar a Terra!
A Promoter, braço direito do Champion, faz a triagem daqueles que podem ser dignos de enfrentar seu patrão, distribuindo convites. Assim, ela elegeu quatro seres com habilidades fantásticas para que eles formassem quartetos e se enfrentassem para saber quem teria uma oportunidade no Desafio do Campeão. As equipes são as seguintes:
Vingadores Avante: Liderada por Capitão América, a equipe também conta com Homem de Ferro e Pantera Negra (Shuri). O quarto membro acaba sendo um ressentido Hulk, que foi exilado pelos demais Vingadores na Terra Selvagem. Ele foi procurado justamente pela ausência de Thor, que inexplicavelmente sumiu.
Mutantes Indomáveis: Os X-Men mal acabaram de sair vivos de uma missão e já têm que se envolver em outro combate. Tempestade está receosa sobre sua liderança, mas com o apoio do Professor Xavier, ela comanda seu time, que também conta com Wolverine, Magia e Perigo. Magneto até tentou se filiar ao time, mas a maneira como ele expõe seus ideais fez com que Tempestade recusasse sua ajuda.
Guardiões Incríveis: O Homem-Aranha, sempre patrulhando as ruas de Nova York, recebeu seu convite, mas foi atacado pelo Duende Verde. A intervenção da Ms. Marvel, que só queria ajudar, fez com que o vilão escapasse e roubasse o ingresso do Cabeça de Teia. Bem longe dali, a anomalia espacial causada pela chegada do Champion chamou a atenção do Senhor das Estrelas, que sempre está de olho em embolsar alguma grana, e de Peni Parker, que ficou tão encantada com o fenômeno que acabou sendo puxada da sua dimensão. Após forjar um convite novo, essa estranha equipe tentará a sorte contra o vilão intergaláctico.
Vanguarda Samurai: Robbie Reyes, o Motorista Fantasma da realidade atual, foi obrigado a participar após a Promoter sequestrar seu irmão. O seu veículo, Hell Ride, o guiou a diversos lugares para encontrar os demais integrantes da equipe. Blade estava em Nova York e topou a missão, pois acreditou que Robbie iria ceder ao poder do espírito da vingança. Loki, incrivelmente, não estava tramando nada, apenas queria achar o paradeiro do seu irmão e tentar mudar sua imagem em Asgard. Por fim, Deadpool só se juntou pela bagunça e pelo roteiro (como ele mesmo conta, quebrando a quarta parede).
Senhores do Destino: Doutor Destino, imperador supremo da Latvéria, se julga como a única pessoa digna de defender a Terra e vai atrás do Champion para confrontá-lo pessoalmente. Após saber das regras do Desafio do Campeão, ele decide juntar uma equipe peculiar. Ele se aproveita que o Duende Verde roubou o convite do Homem-Aranha e o convence a aderir a sua ideia. O próximo é Magneto, que apesar de ter suas ambições bem diferentes, não consegue aceitar a recusa dos X-Men, e aceita a oportunidade. Por fim, Destino pede para que Norman Osborn, atual prefeito, libere o Carnificina para fechar o grupo. E assim surge a quinta equipe, que não estava nos planos.
Vale notar que cada equipe ganhou painéis feitos por quadrinistas e mangakás famosos, como Hiro Mashima (Fairy Tail), Emanuela Lupacchino (DC, Marvel), Betten Court (My Hero Academia: Vigilantes, Homem-Aranha: Octo-Girl), Yusuke Osawa (Homem-Aranha: Vermelho Falso, O Mandaloriano) e o brasileiro Mike Deodato (DC, Marvel). Essa variedade de traços confere um charme único para a história.
Além das batalhas em rede e locais, há mais um modo no mínimo curioso: o Arcadia Rumble. Ele pode ser jogado sozinho ou online e funciona como uma arena, na qual escolhemos um avatar e coletamos itens pelo cenário, abatendo inimigos. Ao final de cinco rodadas, é escolhido um campeão. Chega até a ser interessante da primeira vez, mas de longe é o modo de jogo mais fraco, pois ele não agrega nada de palpável ao restante do jogo.
Uma dublagem agridoce
Não dá para esconder o frisson que é jogar um título desses cheio de vozes icônicas, mesmo que algumas ausências sejam muito fortes. Não ter o Wolverine de Isaac Bardavid é uma baixa incomparável e, infelizmente, parece que Arthur Machado, mesmo fazendo um trabalho decente, não traz aquela coisa visceral do carcaju. Mas esse nem é o maior dos problemas.
Um dos exemplos mais bisonhos está no chefe original do jogo, Champion, e na Promoter. Pela história, as equipes lutam para ter uma chance de enfrentar o Champion no Desafio dos Campeões. Faria muito mais sentido chamar de “Desafio do Champion”, para ter mais conexão com o vilão, ou dar um nome próprio para ele, já que aparentemente nenhum personagem poderia ter o nome em português. Mesmo com essa questão de nomenclaturas, as vozes no geral contribuem muito para a imersão de Marvel Tōkon, principalmente nos Episódios, com cada um fazendo sua voz nos diálogos.
Com grandes poderes vem uma pancadaria de respeito
Prós
- A jogabilidade consegue agradar iniciantes e veteranos, oferecendo na mesma proporção acessibilidade e recursos diversos;
- Os Episódios trazem painéis desenhados por artistas consagrados, cada um com seu estilo único;
- A dublagem dos personagens é ótima e aumenta a imersão durante as lutas;
- A trilha sonora é excelente, o que é marca registrada dos jogos de luta da ArcSys.
Contras
- Seria bacana ter um ou dois recursos defensivos a mais para impedir uma surra grande;
- O uso dos nomes originais em inglês em meio às conversas em português traz uma artificialidade forte;
- O modo Arcadia Rumble é um tanto desinteressante perto dos demais.
Marvel Tōkon: Fighting Souls — PC/PS5 — Nota: 8.5Versão utilizada para análise: PS5
Análise feita por Carlos França Jr.
Fonte: GameBlast






















































































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