O segundo dia da aplicação de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 será aplicado no próximo domingo (16) em todo o país. A edição deste ano conta com a participação de aproximadamente 5 milhões de estudantes.
Por se tratar de um tempo de duração de provas extenso, especialistas da área da saúde alertam para que os estudantes se atentem à alimentação com o intuito de não deixar que nada atrapalhe o desempenho na hora de responder as perguntas.
Para o docente do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, Mattheus Peixoto, quando o indivíduo fica mais de 3h há grande possibilidade de o organismo começar a sentir fome, e isso é extremamente prejudicial.
“Quando ficamos com fome, nosso cérebro tem dificuldade para se manter concentrado, sobretudo em tarefas complexas. Isso prejudica a capacidade de raciocinar de forma clara e lógica, além de reduzir a capacidade de memória, de retenção de informações e implica em lentidão cognitiva. Além disso, pode causar irritabilidade e fadiga devido à queda nos níveis de glicose no sangue”, alerta.
Para um melhor desempenho na avaliação, Mattheus orienta que os participantes comam antes, como também, levem um pequeno lanche para comer durante a realização do exame.
“O cérebro é um órgão que requer uma quantidade significativa de energia para funcionar adequadamente, e a falta de alimento pode afetar negativamente suas funções”, ressalta.
Confira algumas dicas e os benefícios de cada alimento:
- Carboidratos: São a principal fonte de energia para o cérebro. Consumir carboidratos complexos, como aveia, pães integrais e frutas, pode fornecer energia sustentada;
- Proteínas: Ajudam na manutenção e reparação dos tecidos, além de serem importantes para a produção de neurotransmissores. Boas fontes incluem ovos, iogurte e nozes;
- Ômega-3: Encontrados em peixes gordurosos, como salmão, e em sementes de linhaça, são essenciais para a saúde do cérebro e podem melhorar a memória;
- Antioxidantes: Presentes em frutas e vegetais, como espinafre, ajudam a proteger o cérebro contra o estresse oxidativo.
- Complexo B: Encontradas em carnes, ovos e vegetais de folhas verdes, são importantes para a produção de serotonina, que pode ajudar a estabilizar o humor e reduzir a ansiedade;
- Magnésio: Presente em nozes, sementes e legumes, pode ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade;
Mattheus reforça, que o principal ponto nesse contexto é a dificuldade de concentração, pois certos alimentos ajudam na manutenção e reparação dos tecidos, além de serem importantes para a produção de neurotransmissores.
O especialista dá algumas sugestões de alimentações para os momentos que antecedem a prova e, também, opções de lanches simples para que os estudantes levem para comer durante o exame. Confira:
Antes da prova
No jantar que antecede ao dia da prova, priorize fazer tudo mais cedo, a fim de que se tenha uma boa digestão e consequentemente uma noite de sono tranquila. O ideal é que essa refeição seja leve, com baixa quantidade de gordura, para garantir uma digestão mais rápida e não atrapalhe o início do sono.
Café da manhã
Esta é a refeição mais negligenciada pelos adolescentes, no entanto alguns estudos sugerem que as tarefas que exigem atenção e memória são facilitadas pelo consumo de café da manhã. Pense sempre em alimentos que ajudam a manter o intestino em funcionamento regular. Exemplo: frutas e alimentos integrais associados a fontes de proteínas como ovos, queijos e até o pão integral também é recomendável.
Almoço
Essa refeição é indicada que seja feita em casa, tanto para evitar comer coisas diferentes do costume, quanto para ter um momento pré-prova mais tranquilo. Para uma refeição com menor índice glicêmico, que leva mais tempo para a glicose ser absorvida em sua totalidade e consequentemente gera mais saciedade, prefira sempre priorizar fontes de fibras como saladas e o feijão, uma fonte proteica magra e por fim, qualquer fonte de carboidrato de sua preferência.
Durante a prova
É importante destacar que as regras do MEC exigem que os alimentos sejam colocados em um recipiente transparente e sem rótulo a fim de facilitar a fiscalização no local. O ideal, nesse caso, é priorizar os alimentos fáceis de levar e que não resultam em barulho ou muita sujeira. Exemplos: frutas como maçã, banana, e até mesmo barras de proteínas.
Por fim, o docente da Faculdade Anhanguera recomenda a hidratação constante. “Tenha a sua garrafa de água em mãos, afinal uma boa hidratação é fundamental para o adequado transporte de nutrientes, minerais e oxigênio para as células do corpo. Além disso, a sensação de sede pode afetar negativamente a função cognitiva, como a concentração e o raciocínio. Beber água suficiente ajuda a manter a clareza mental”, reforça.
Imagem: Divulgação
Fonte: Press Release/Anhanguera






































































