Muito além de um incômodo social, o mau hálito, também conhecido como halitose, pode ser sinal de desequilíbrios no organismo. Embora seja frequentemente associado apenas à má higiene bucal, especialistas destacam que o problema também pode estar ligado a doenças respiratórias, distúrbios gastrointestinais e alterações metabólicas.
A dentista Suyana Carneiro, da Hapvida, explica que a halitose é um sintoma, não uma doença.
“Na maior parte dos casos, a origem está na própria boca: saburra lingual, cáries, gengivite, acúmulo de placa bacteriana ou falta de higiene. Mas o mau hálito também pode indicar situações mais complexas, como refluxo gástrico, diabetes descompensado ou infecções respiratórias crônicas”, afirma.
Dados da Associação Brasileira de Halitose estimam que cerca de 30% da população brasileira convive com o problema em algum grau, algo que afeta não apenas a saúde, mas também a autoestima, o ambiente profissional e as relações pessoais. “Precisamos desmistificar a halitose. Ela tem tratamento e, muitas vezes, pode ser resolvida com ajustes simples na rotina ou com acompanhamento clínico adequado”, reforça a dentista.
Para a prevenção, Suyana recomenda manter uma higiene oral completa, com escova, fio dental e raspador de língua, além de hidratação frequente e evitar longos períodos em jejum. Consultas regulares ao dentista também são fundamentais.
“Se o paciente percebe que o mau hálito persiste mesmo com boa higiene bucal, é o momento de investigar causas sistêmicas. Trabalhamos em conjunto com profissionais de outras áreas para identificar a origem e indicar o tratamento mais adequado”, explica.
A especialista destaca ainda que a halitose pode funcionar como um alerta do organismo e, por isso, não deve ser ignorada. O diagnóstico precoce, aliado ao acompanhamento odontológico e multidisciplinar, é essencial para garantir saúde e bem-estar ao paciente.
Falar sobre mau hálito com alguém pode ser um desafio, mas a abordagem correta faz diferença. Segundo a dentista Suyana Carneiro, a melhor forma é agir com delicadeza e foco no cuidado.
“O ideal é conversar em um ambiente reservado, evitando constrangimentos. Em vez de apontar o problema diretamente, a pessoa pode comentar que percebeu uma alteração no hálito e sugerir uma avaliação odontológica ou médica. Mostrar preocupação genuína com a saúde do outro, e não fazer críticas, ajuda a transformar um assunto sensível em uma oportunidade de cuidado”, orienta Suyana.
Crédito da Foto: Divulgação
Fonte: Assessoria de Imprensa/Hapvida NotreDame Intermédica





































































