A universidade amplia atuação na educação básica por meio de projeto estruturado de extensão
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte iniciou a aplicação de um projeto de extensão voltado à introdução de noções de empreendedorismo em escolas da rede pública de Natal. A iniciativa, intitulada “Pequenos Empreendedores, Grandes Ideias”, será implementada inicialmente no Núcleo de Educação da Infância, com financiamento da Pró-Reitoria de Extensão e participação da empresa júnior Avance Consultoria . A ação insere a universidade em uma etapa anterior da formação educacional, ampliando sua presença para além do ensino superior.
O projeto é direcionado a estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental e parte de uma proposta pedagógica que busca estimular criatividade, pensamento crítico e capacidade de identificação de problemas desde os primeiros anos escolares. A iniciativa já havia sido aplicada anteriormente em municípios do interior do estado, como Currais Novos, e agora passa por expansão para a capital, indicando um movimento de ampliação territorial da atuação .
Essa expansão ocorre dentro do escopo das atividades de extensão universitária, que funcionam como mecanismo de aproximação entre universidade e sociedade. No entanto, a presença dessas ações também evidencia a necessidade de intervenções externas para introduzir competências que não estão plenamente estruturadas no currículo regular da educação básica.
Metodologia adapta conceitos de negócios para linguagem acessível ao ensino infantil
As atividades desenvolvidas no projeto utilizam recursos lúdicos como principal ferramenta pedagógica, permitindo a participação de alunos independentemente do nível de alfabetização. Desenhos, falas e dinâmicas coletivas são utilizados para que os estudantes consigam expressar ideias, identificar problemas e propor soluções dentro do ambiente escolar . A metodologia busca traduzir conceitos tradicionalmente associados ao ambiente de negócios para uma linguagem compatível com a infância.
Um dos instrumentos aplicados é o “Canva Kids”, adaptação de modelos de organização de ideias utilizados no meio empresarial, substituindo registros convencionais por painéis visuais com estímulos gráficos. Esse formato permite que conceitos como criação de valor, organização de propostas e estruturação de soluções sejam trabalhados de forma intuitiva, sem exigir domínio formal da escrita.
As atividades são realizadas em espaços da própria universidade, incluindo o ambiente de coworking das empresas juniores, o que insere os estudantes em um contexto diferente do ambiente escolar tradicional. Essa aproximação amplia o contato com estruturas acadêmicas e produtivas, ao mesmo tempo em que introduz novas referências de aprendizado.
Projeto prevê atuação limitada em número de escolas ao longo do ano
A iniciativa tem previsão de atender oito escolas da rede pública ao longo de 2026, com possibilidade de ampliação mediante adesão de novas unidades interessadas . O número de escolas atendidas indica um alcance inicial restrito em relação à dimensão total da rede pública de ensino da capital.
Esse formato está alinhado ao funcionamento de projetos de extensão, que operam com foco em experiências localizadas e acompanhamento direto das atividades. No entanto, essa característica também limita a escala de impacto, uma vez que a replicação da metodologia depende de novos ciclos de implementação ou de integração com políticas educacionais mais amplas.
A adesão de novas escolas ocorre mediante manifestação de interesse por parte das gestões escolares, o que introduz um elemento de demanda voluntária no processo de expansão. Isso faz com que o alcance do projeto dependa não apenas da capacidade de execução, mas também do engajamento institucional das unidades de ensino.
Integração com a universidade amplia repertório educacional dos estudantes participantes
Além das atividades em sala, o projeto inclui visitas a espaços da universidade, permitindo que os alunos tenham contato direto com o ambiente acadêmico. Essa aproximação funciona como mecanismo de familiarização com o ensino superior, ampliando o repertório educacional dos estudantes desde a infância .
A experiência fora do ambiente escolar tradicional cria uma exposição antecipada a estruturas acadêmicas e práticas que não fazem parte do cotidiano da educação básica. Isso contribui para ampliar a percepção de possibilidades educacionais futuras entre os participantes.
A continuidade dessas ações ao longo do tempo dependerá da manutenção do projeto e da capacidade de expansão para outras unidades escolares. Sem ampliação de escala, a tendência é que os efeitos permaneçam concentrados nos grupos diretamente atendidos, sem alteração mais ampla na estrutura da formação educacional da rede pública.


































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