“O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é o meu rochedo, em quem me refugio. Ele é o meu escudo e o poder da minha salvação, a minha torre segura.” (Salmos 18:2)
Há dias de cansaço diante da vida e de quem somos. Porém, simplesmente saber que tal condição faz parte da existência humana não nos traz um conforto eficaz, pois necessitamos de apoios práticos onde recostar nossa fadiga. E, num mundo que gira em torno de “casos de sucesso” e de “vitórias instantâneas”, a busca por este tipo de amparo pode parecer uma caminhada pelo deserto. Mas não é bem assim.
Logicamente, espiritualizar a maneira como enxergamos todas as coisas e fatos em redor se configura numa armadilha pronta — na qual muitos caem. Porém, se negar a incluir o “lado espiritual” na equação de nossas vidas, como se estivéssemos à deriva num mar de acasos, é não apenas uma falha de entendimento, mas também um verdadeiro cultivo da desesperança.
- Deus existe;
- Tem interesse em nós;
- É a maior força em todo o universo (e além…);
- Compreende (e aceita) o nosso cansaço.
A própria Bíblia é quem nos garante todas estas coisas, atestando que Deus é sim sensível às nossas dificuldades, fraquezas, angústias e desânimos. Ele não nos cobra que sejamos inabaláveis ou que estejamos sorrindo para tudo o que nos abate. Na verdade, o Senhor deseja que saibamos que podemos contar com o Seu colo e ouvidos quando os “tempos ruins” chegarem. É isto o que as Escrituras afirmam sobre Jesus:
“Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.” (Hebreus 04: 15-16)
Percebamos que Deus não é simplesmente uma “garantia de vitória” ou que não teremos problemas na vida — como muitos erroneamente acreditam. Estamos falando de companheirismo, de amparo real e sincero, no mais alto grau que essa expressão poderia ter. Passaremos sim por situações que desafiarão não apenas nossos sentimentos, mas também a nossa própria capacidade de continuar de pé após elas… porém, a promessa é a de que não estaremos desamparados, pois “Deus é nosso refúgio e nossa força, sempre pronto a nos socorrer em tempos de aflição” (Salmos 46: 01).
Portanto, não se trata de nos convencermos a ter uma espécie de “positividade irreal” diante das adversidades, mas sim de incluirmos Deus ao olharmos para elas. Pois, podemos até não conseguir evitar cada uma das aflições que nos chegam, porém, não precisamos passar sozinhos por nenhuma delas. E isto não se configura apenas em uma “crença”, mas sim numa lógica de vida.
Por isso, quando o cansaço chegar, não faça dele um motivo para se afastar de Deus, mas uma razão para se aproximar ainda mais. Aquele que criou o coração humano conhece limites que nós mesmos muitas vezes ignoramos. Ele não se surpreende com nossas fraquezas nem se decepciona com nossas lágrimas. Antes, nos convida a entregar diante dEle aquilo que já não conseguimos carregar sozinhos. E, muitas vezes, o primeiro passo para encontrar forças novamente não é continuar lutando, mas simplesmente descansar na certeza de que Deus continua cuidando de nós.





































































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