A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em maio, o menor índice já registrado para esse período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012. O resultado divulgado nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) representa uma redução em relação aos 6,2% registrados no mesmo trimestre do ano passado e também frente aos 5,8% observados no trimestre anterior.
Os números mostram que o mercado de trabalho continua ampliando o número de pessoas ocupadas. Segundo o levantamento, o país alcançou cerca de 104,3 milhões de trabalhadores empregados, novo recorde da série histórica. Ao mesmo tempo, o contingente de desempregados caiu para aproximadamente 6,2 milhões de pessoas, o menor patamar para o período em treze anos.
Mais do que indicar melhora estatística, os dados revelam um cenário de maior dinamismo econômico. O aumento da ocupação tende a elevar o consumo das famílias, impulsionar o comércio e ampliar a arrecadação tributária, fatores que repercutem diretamente sobre estados como o Rio Grande do Norte.
RN pode sentir efeitos no comércio e nos serviços
Embora a pesquisa apresente dados nacionais, seus reflexos alcançam a economia potiguar. O Rio Grande do Norte possui forte participação dos setores de comércio, turismo e serviços, segmentos que costumam responder rapidamente ao aumento da renda e da geração de empregos no país.
Com mais brasileiros trabalhando e recebendo salários, cresce a tendência de aumento do consumo, da procura por viagens, hospedagem, alimentação fora de casa e compras no varejo. Esse movimento beneficia atividades econômicas que têm peso significativo no estado, especialmente em Natal e nos principais polos turísticos.
Além disso, empresas tendem a ampliar investimentos quando percebem um ambiente econômico mais favorável, o que pode estimular novas contratações também no mercado potiguar.
Rendimento do trabalhador também aumentou
Outro indicador divulgado pelo IBGE aponta crescimento da renda dos trabalhadores. O rendimento médio mensal chegou a R$ 3.726, valor 4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e praticamente estável em relação ao trimestre anterior, já considerando a inflação.
O avanço da renda reforça o efeito positivo sobre a atividade econômica. Quando trabalhadores ganham mais, aumentam as despesas com alimentação, vestuário, lazer, transporte e outros serviços, criando um ciclo que favorece empresas e estimula novas contratações.
Para estados cuja economia depende fortemente do consumo interno, como o Rio Grande do Norte, esse movimento tende a gerar impactos além do mercado de trabalho, alcançando arrecadação, investimentos privados e abertura de novos negócios.
Emprego cresce sem eliminar desafios
Apesar do resultado histórico, o mercado de trabalho brasileiro continua convivendo com problemas estruturais. A PNAD considera ocupadas pessoas em diferentes modalidades de trabalho, incluindo empregados com carteira assinada, trabalhadores sem carteira, autônomos, empregadores e trabalhadores familiares.
Isso significa que a redução do desemprego não elimina desafios relacionados à qualidade das vagas, à informalidade e à produtividade da economia. Ainda assim, o levantamento mostra avanço também no número de trabalhadores que contribuem para a Previdência Social, indicador associado à formalização do emprego e à ampliação da proteção previdenciária.
Resultado reforça recuperação do mercado de trabalho
A atual taxa de 5,6% aproxima o país dos menores níveis de desemprego já registrados pela PNAD Contínua. O recorde absoluto permanece sendo os 5,1% observados no trimestre encerrado em novembro de 2025, enquanto o pior momento ocorreu durante a pandemia de covid-19, quando o índice chegou a 14,9%.
A comparação evidencia a velocidade da recuperação observada nos últimos anos. Em um intervalo relativamente curto, o mercado de trabalho saiu de um cenário marcado por fechamento de vagas e retração econômica para outro caracterizado pela expansão do emprego e aumento da renda.
Para o Rio Grande do Norte, a tendência representa uma oportunidade de fortalecer setores que dependem diretamente do consumo das famílias e do fluxo de visitantes. Se o ritmo de geração de empregos for mantido, os efeitos poderão se refletir na economia potiguar por meio de maior circulação de renda, expansão da atividade comercial e crescimento da arrecadação pública.






































































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