Dar adeus à chupeta é uma etapa marcante para muitas crianças e famílias. Mais do que deixar um hábito afetivo para trás, essa mudança também representa uma nova fase do desenvolvimento infantil. Por isso, encontrar narrativas especiais para conduzir o processo pode tornar a adaptação mais leve. No Natal Shopping, o espaço “Tchau, Chupeta” foi criado para transformar essa passagem em uma experiência de conquista para os pequenos.
Localizado no piso L2, próximo à escada rolante da Praça de Eventos, o ambiente colorido convida as crianças a entregarem suas chupetas para a Naty, mascote do shopping. Para marcar a nova fase, cada participante recebe um Certificado de Criança Grande, um mimo especial da personagem que também é embaixadora das causas sociais e sustentáveis do empreendimento.
Por isso, a iniciativa desencadeia um resultado filantrópico e ecologicamente correto: as chupetas são encaminhadas para reciclagem e cada unidade descartada é revertida em um pacote de fraldas, doado para uma organização social que atenda o público infantil. Apenas em 2025, 2.000 unidades de fraldas descartáveis foram direcionadas para a Casa da Piedade Tia Deusa.
Foi nesse cenário que os gêmeos Gael e Liz, filhos das criadoras de conteúdo Cláudia Ludimila e Micaela Vladivia, se despediram das suas chupetas. A família já vinha preparando as duas crianças e compartilhavam essa rotina no perfil @2irmaose2maes. Durante os passeios pelo shopping, as mães aproveitavam para apresentar o espaço aos pequenos e explicar que, quando chegasse a hora, eles poderiam levar os acessórios para a mascote do shopping.

“Essa iniciativa nos chamou muita atenção por ser uma proposta extremamente lúdica e um apoio real para esse momento que costuma ser difícil para as famílias”, conta Cláudia. A estratégia ajudou a tornar a mudança mais concreta e positiva para Gael e Liz, de 2 anos. Segundo Cláudia, os dois pequenos ficaram encantados com a experiência e passaram a associar a pelúcia recebida à nova rotina sem o adereço. “Nós vibramos junto com eles naquele momento e fizemos vários registros. Entregar a chupeta e receber o certificado fez toda a diferença”, explica.
Cláudia Ludimila complementa dizendo que o espaço ajudou a consolidar uma decisão que já vinha sendo construída em casa e tornou mais fácil lidar com a nova rotina. “Depois desse dia, tivemos noites super tranquilas e sempre conversamos sobre a Naty com eles. Foi um benefício enorme para toda a família e ficamos felizes demais com o resultado”, pontua.
Pediatra orienta sobre uso da chupeta
Costumeiramente usada para acalmar as crianças em momentos de aconchego ou de estresse, a chupeta é adotada porque o movimento de sucção libera endorfina, o hormônio ligado ao bem-estar. Entretanto, especialistas reforçam que há outros métodos para acalentar a criança – como a
amamentação, o colo, devido ao contato pele a pele, a leitura, o canto e o uso do ruído branco – que não provocam os malefícios que a chupeta traz.
De acordo com a pediatra Karynne Trindade, entre as desvantagens do uso do objeto está a chamada “confusão de bicos”, que prejudica a amamentação e, consequentemente, o desenvolvimento da criança. Apesar disso, a pediatra ressalta que o uso da chupeta não é condenado por especialistas, entretanto alguns cuidados são necessários.
“Até um ano de idade, temos a noção de que a chupeta não vai alterar a dentição, a musculatura da face, a fala e a comunicação da criança, mas orientamos que cada pai e mãe se informe sobre os benefícios e malefícios que essa ferramenta pode causar antes de decidir se o filho vai usar ou não”, ressalta.
Para os pais que optam por adotar a chupeta, a recomendação é fazê-lo apenas após o processo de amamentação estar estabelecido, com a criança ganhando peso e a mãe sem fissuras nos seios, sempre com o acompanhamento de um profissional. Mesmo assim, a descontinuação do uso é recomendada a partir do 1° ano da criança.
Imagens: Cedidas
Fonte: Assessoria de Comunicação




































































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