As empresas do setor de serviços do RN acumularam uma receita bruta de mais de R$ 24,2 bilhões em 2024. No total, havia 17.319 empresas atuando no estado com prestação de serviços, com 178.198 pessoas ocupadas. Juntas, essas empresas tiveram um gasto de R$ 4,7 bilhões com pessoal no período.
As informações são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento mostra que a maior parte das empresas de serviços estavam concentradas nas atividades de “Serviços prestados à família”, que incluem alojamento e alimentação, atividades culturais, recreativas e esportivas, serviços pessoais e atividades de ensino. Eram 6.281 empresas no segmento, com 36.795 trabalhadores.
Em segundo lugar estavam os “Serviços profissionais, administrativos e complementares”, com 5.903 empresas. Apesar de não ter o maior número de empresas, o segmento registrou a maior ocupação e maior receita bruta no período. Foram 100.647 pessoas empregadas, mais da metade do pessoal ocupado no setor de serviços em todo o estado (56,48%), e R$ 9,2 bilhões movimentados, o que representa 38,30% de participação na receita bruta total gerada no RN.
Os Serviços profissionais, administrativos e complementares incluem: Serviços técnico-profissionais, como consultorias em informática, serviços de auditoria, contábeis, jurídicos, serviços de arquitetura e engenharia etc; Agências de viagens, operadores turísticos e outros serviços de turismo; Serviços de escritório e apoio administrativo; Seleção, agenciamento e locação de mão de obra; entre outros.

Atividades de transportes pagam os maiores salários no setor de serviços
No setor de serviços do Rio Grande do Norte, as empresas do segmento de “Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio” foram as que pagaram os maiores salários em 2022. As atividades concentradas em “Outros transportes”, que incluem Transportes aéreo, aquaviário, dutoviário, ferroviário e metroferroviário, ficaram em primeiro lugar, com média de 5,1 salários
mínimos. Em segundo lugar aparece “Correio e outras atividades de entrega”, com 3,1 salários mínimos em média. Já o “Transporte rodoviário” aparece na sexta posição, com salário médio de 1,8 s.m.
Por outro lado, “Atividades imobiliárias” (1,1 s.m.), “Atividades culturais, recreativas e esportivas” (1,0 s.m.) e “Outras atividades de serviços pessoais” (0,9 s.m.) foram as que pagaram os menores salários médios no período.
Impacto da mudança da RAIS para eSocial nas pesquisas
A mudança da RAIS para o eSocial impactou o desenho amostral das pesquisas e culminou no início de uma nova série das pesquisas estruturais econômicas, incluindo a PAIC. Isso significa que os dados coletados antes e depois dessas mudanças não são diretamente comparáveis, pois o universo de empresas e os critérios de seleção mudaram.
Nos anos recentes, as pesquisas do IBGE foram impactadas pela mudança na fonte administrativa utilizada na atualização do Cadastro Central de Empresas – Cempre, com a substituição, em 2022, da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) pelo Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).
A transição gerou uma quebra na série em várias atividades do âmbito das pesquisas, reduzindo temporariamente o número de empresas. Em 2023, foram aplicados ajustes de calibração voltados a mitigar esses efeitos e preservar a coerência das estimativas. Em 2024, houve a quebra definitiva da série histórica das pesquisas com a introdução do novo indicador de atividades oriundo dos registros administrativos da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil.
Imagem: Reprodução
Fonte: Diário do RN




































































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