O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em conjunto com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), divulgou, no dia 19 de junho, uma Nota Técnica Conjunta sobre as condições previstas para o estabelecimento do fenômeno El Niño em 2026.
De acordo com o documento, previsões divulgadas pelo Climate Prediction Center (CPC), da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), no início de junho, indicam probabilidade superior a 95% de persistência das condições de El Niño ao longo do segundo semestre deste ano, podendo se estender, pelo menos, até o início de 2027. As previsões apontam ainda que o fenômeno tem potencial para atingir intensidade forte a muito forte.
No Brasil, os impactos do El Niño variam de acordo com a região e a intensidade do fenômeno. A nota técnica aponta riscos para diversos setores da sociedade e da economia, incluindo o abastecimento de água, a segurança alimentar, a geração de energia, a mobilidade e a saúde pública.
E como se preparar para esse cenário?
A resposta começa pela informação, que orienta ações preventivas e de adaptação aos efeitos climáticos, contribuindo para proteger vidas, recursos naturais e a economia. Nesse sentido, as universidades destacam-se como pontes entre conhecimento científico e as ações práticas, oferecendo orientações de saúde, cuidados coletivos, medidas de mitigação de riscos ambientais e informações para combater a desinformação, além de alertas sobre os impactos no setor econômico.

A partir deste mês de setembro e ao longo dos próximos meses, a Superintendência de Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Comunica/UFRN), por meio da Agência de Comunicação (Agecom) e da Coordenadoria de Promoção Institucional (CPI), em parceria com as demais unidades da Instituição, produzirá uma série de reportagens e postagens nas redes sociais voltadas à compreensão do fenômeno, de seus efeitos e, sobretudo, das medidas de prevenção. O conteúdo terá como base estudos e pesquisas desenvolvidos no meio acadêmico.
Responsabilidade integrada
O planejamento e as ações para mitigar possíveis impactos do El Niño e das mudanças climáticas são de responsabilidade integrada entre os entes federativos e representantes da sociedade civil. Dessa forma, a Comunicação da UFRN buscará informações na produção científica, em fatos e dados oficiais, para disseminar notícias checadas e orientar a população.
A Associação Brasileira de Municípios (ABM) produziu o Guia Prático de Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos, desenvolvido para apoiar a tomada de decisão dos gestores municipais antes, durante e depois da ocorrência de desastres.
A população pode consultar ainda o Guia de Mudanças Climáticas e Saúde, produzido pelo Ministério da Saúde, que reúne informações gerais sobre o clima e, principalmente, recomendações de ações a serem realizadas durante períodos de alterações climáticas, além de orientações sobre como contribuir para o enfrentamento do El Niño.

Imagem de capa: Cícero Oliveira
Fonte: Agecom/UFRN






































































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