O Rio Grande do Norte passou a contar com uma Central de Libras voltada ao atendimento público, com funcionamento virtual e gratuito por meio de videochamadas com intérpretes, permitindo comunicação direta entre cidadãos com deficiência auditiva e órgãos estaduais . O acesso pode ser feito por QR Codes disponibilizados em repartições públicas, direcionando automaticamente para o atendimento online. A medida altera o ponto de entrada do cidadão no serviço público ao substituir a comunicação presencial por mediação digital.
A estrutura também inclui um ponto físico de apoio na Central do Cidadão Leonardo Arruda, na Zona Oeste de Natal, que passa a oferecer orientação presencial aos usuários . O modelo combina atendimento remoto com suporte local.
Esse formato cria um sistema híbrido de acesso, em que o atendimento não depende exclusivamente da presença física no órgão público. O serviço passa a operar com base em intermediação tecnológica.
ATENDIMENTO FUNCIONA EM TEMPO INTEGRAL COM MEDIAÇÃO HUMANA
A Central de Libras foi estruturada para operar 24 horas por dia, sete dias por semana, com intérpretes disponíveis para atendimento contínuo por videochamada . O funcionamento integral amplia o horário de acesso aos serviços públicos.
A presença de intérpretes garante que a comunicação ocorra em tempo real, sem necessidade de intermediários informais. O atendimento passa a ser institucionalizado.
SERVIÇO REDUZ BARREIRAS DE COMUNICAÇÃO NO ACESSO A DIREITOS
O objetivo da Central é permitir que pessoas com deficiência auditiva consigam acessar serviços públicos com autonomia, sem depender de terceiros para tradução ou mediação . A comunicação deixa de ser um obstáculo direto.
A iniciativa responde a um cenário em que o estado possui cerca de 285,3 mil pessoas com deficiência, o equivalente a 8,8% da população, índice superior à média nacional . A demanda por acessibilidade é estrutural.
A utilização de intérpretes por videochamada reorganiza o fluxo de atendimento dentro dos órgãos públicos. O contato deixa de ser limitado pela presença de profissionais no local.
Esse modelo permite padronizar o acesso independentemente da unidade de atendimento. A acessibilidade passa a ser centralizada.
POLÍTICA É INCORPORADA A ESTRUTURA MAIS AMPLA DE ATENDIMENTO
A Central de Libras é coordenada por órgãos estaduais ligados à promoção de direitos humanos e administração pública, integrando diferentes áreas do governo . A execução envolve múltiplas secretarias.
Essa articulação institucional permite que o serviço seja aplicado em diferentes pontos da administração pública. O atendimento deixa de ser isolado.
EXPANSÃO DE SERVIÇOS INDICA MUDANÇA NO MODELO DE ACESSO
A criação da Central ocorre em paralelo à ampliação de outras estruturas voltadas à pessoa com deficiência, como o aumento de centros especializados de reabilitação no estado . O sistema de atendimento passa por expansão.
O conjunto dessas iniciativas aponta para reorganização do acesso a serviços públicos com base em inclusão digital e atendimento especializado. A estrutura deixa de depender apenas de adaptação local.
Se mantido, o modelo tende a consolidar um sistema em que o acesso a direitos passa a ser mediado por tecnologia e centralização de serviços, reduzindo barreiras de comunicação, mas transferindo parte da operação para plataformas digitais. O atendimento público deixa de ser exclusivamente presencial e passa a operar em rede.


































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