O preço médio da gasolina comum em Natal chegou a R$ 6,95 por litro, colocando a capital potiguar como a terceira mais cara do Nordeste, atrás apenas de Aracaju, com R$ 7,01, e Fortaleza, com R$ 6,99. O levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foi realizado em 19 postos e encontrou valores que já ultrapassam a barreira dos R$ 7 em parte dos estabelecimentos.
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Preço varia R$ 0,35 entre postos de Natal
A pesquisa encontrou gasolina comum por R$ 6,84 no posto mais barato e R$ 7,19 no mais caro, uma diferença de R$ 0,35 por litro dentro da própria capital.
A variação transforma a pesquisa de preços em economia concreta. Em um abastecimento de 50 litros, escolher o estabelecimento com menor valor em vez daquele que cobra o máximo identificado representa R$ 17,50 de diferença na conta.
A média de R$ 6,95 também esconde, portanto, situações distintas dentro do mercado natalense. Enquanto alguns postos permanecem abaixo desse valor, outros já comercializam o litro acima dos R$ 7.
Natal fica R$ 0,63 acima de João Pessoa
A comparação com outras capitais nordestinas amplia a dimensão do preço pago pelos motoristas potiguares. João Pessoa registrou a gasolina mais barata entre as capitais da região, com média de R$ 6,32 por litro, ou R$ 0,63 abaixo de Natal.
Num tanque de 50 litros, abastecer pelo preço médio de Natal custa R$ 347,50. Na capital paraibana, a mesma quantidade sairia por R$ 316, uma diferença de R$ 31,50 em um único abastecimento.
O ranking nordestino da ANP coloca Aracaju na primeira posição, com R$ 7,01, seguida por Fortaleza, R$ 6,99; Natal, R$ 6,95; Teresina, R$ 6,84; Recife, R$ 6,77; Maceió, R$ 6,59; Salvador e São Luís, ambas com R$ 6,50; e João Pessoa, R$ 6,32.
Preço na bomba não depende de um único componente
O valor final da gasolina reúne diferentes parcelas. Entram na conta os custos de produção ou importação, tributos, distribuição e comercialização, a mistura obrigatória de etanol anidro e as margens praticadas por distribuidoras e postos.
Por isso, capitais submetidas às mesmas regras tributárias federais podem apresentar preços diferentes. Custos logísticos e as condições locais de distribuição e comercialização também interferem no preço que chega ao consumidor.
A diferença entre Natal e João Pessoa é especialmente ilustrativa: são duas capitais geograficamente próximas, mas separadas por R$ 0,63 na média do litro. O levantamento apresentado, porém, não detalha quanto de cada componente da formação do preço explica especificamente essa distância.
Natal também está longe das capitais mais baratas do país
No levantamento nacional, Boa Vista apresentou o maior preço médio, com R$ 7,56 por litro, R$ 0,61 acima de Natal. No outro extremo, Porto Alegre registrou média de R$ 6,04, a menor entre as capitais pesquisadas.
A distância de R$ 0,91 por litro entre Natal e Porto Alegre representa R$ 45,50 em um abastecimento de 50 litros. Pelo preço médio potiguar, os 50 litros custariam R$ 347,50; pelo valor da capital gaúcha, R$ 302.
Para o consumidor de Natal, a pesquisa da ANP deixa duas dimensões do problema visíveis. A primeira é regional: a capital está entre as três mais caras do Nordeste. A segunda está dentro da própria cidade, onde pesquisar antes de abastecer pode produzir uma diferença de quase R$ 18 em um único tanque de 50 litros.









































































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