Com o início do ano e as férias alcançando grande parte dos brasileiros, é comum os tutores de pets mudarem as suas respectivas rotinas, com viagens ou até mesmo um maior tempo descanso em casa.
O veterinário Flávia Barca, mestre em genética, doutor em ciência animal e coordenador do curso de Medicina Veterinária da Universidade Unopar, alerta que a preocupação diz respeito às mudanças repentinas na forma de cuidar dos animas, sobretudo quando a alimentação sofre alterações.
“Mesmo durante as férias, é importante manter os horários e tipos de alimentos que o pet está acostumado a consumir. Mudanças bruscas podem causar desconforto gastrointestinal, por exemplo, entre outros problemas, como a própria obesidade, multifatorial, mas que é influenciada por genética, baixa atividade física e principalmente devido a um manejo alimentar inadequado”, explica.
Flávio destaca que há aumento da incidência de animais de estimação com excesso de peso, no mundo e no Brasil e, portanto, é crucial entender os fatores, diagnósticos e todos os riscos associados ao problema.
De acordo com uma pesquisa feita ano passado pela Censuswide, e que faz parte de um levantamento global da Royal Canin, 40% dos cães e gatos adultos estão acima do peso. A amostragem levou em consideração a participação de 14.016 tutores e 1.750 veterinários e especialistas em nutrição de oito países, inclusive o Brasil. (Brasil, China, Espanha, França, Índia, México, Portugal e Reino Unido).
“A dieta, em qualquer período, não pode ser inadequada e desequilibrada, e os animais precisam seguir com rotina de exercícios e atividades que já estão acostumados”, pontua Flávio.
O veterinário Flávio explica também, que oferecer calorias não provenientes da dieta cotidiana (na maioria das vezes, ração seca) – pode contribuir diretamente para o ganho de peso nesse período de férias. Dr. Barca ainda reforça que os alimentos crus, como a carne, ainda representam riscos de transmissão de doenças infectocontagiosas e contaminação microbiológica, devido a origem, manipulação e conservação.
Principais recomendações, a partir das sugestões feitas pelo médico veterinário:
- Manter a Rotina Alimentar: Mesmo durante as férias, é importante manter os horários e tipos de alimentos que o pet está acostumado a consumir;
- Evitar Alimentos Humanos: Durante festas e viagens, é comum oferecer alimentos humanos aos pets, mas muitos desses alimentos podem ser prejudiciais. É melhor manter a dieta específica para animais;
- Hidratação Constante: Garantir que o pet tenha acesso a água fresca em todos os momentos, especialmente em viagens longas ou em locais com clima quente;
- Levar Alimentos Adequados: Se for viajar, levar a quantidade necessária de ração ou alimentos específicos para o pet, evitando a necessidade de comprar marcas desconhecidas no destino;
- Monitorar o Peso: Durante as férias, é fácil perder o controle sobre a quantidade de comida oferecida. Monitorar o peso do pet ajuda a evitar esses problemas de sobrepeso, entre outros interligados.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e o Instituto Pet Brasil (IPB), a população pet brasileira atingiu impressionantes (160,9 milhões) de animais. Os cães são a maioria dos pets no país: (62,2 milhões). Em segundo lugar aparecem as aves (42,8 milhões); em terceiro, os gatos (30,8 milhões); e, em quarto, os peixes ornamentais (22,3 milhões), seguido dos répteis e pequenos mamíferos (2,8 milhões).
Imagem: Reprodução
Fonte: Press Release




































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