Mais um caso de violência marca o Carnaval de Apodi. Um estudante de 19 anos registrou boletim de ocorrência na 57ª Delegacia de Polícia Civil após relatar ter sido agredido por seguranças privados na terça-feira (17), no município.
Relato aponta ação coletiva e violenta. Segundo o jovem, ele foi cercado por cerca de cinco seguranças e espancado com socos no rosto, pancadas nas costas e chutes na região genital. “Houve um movimento próximo a mim e, de repente, vieram me batendo. Quero justiça”, afirmou.
As consequências físicas foram imediatas. Após as agressões, o estudante passou a apresentar sangramento ao urinar e dores intensas no peito. Ele foi atendido no Hospital Regional Hélio Morais Marinho, em Apodi, e apresentou à Polícia Civil laudos e comprovantes médicos do atendimento realizado no mesmo dia.
Casos se acumulam e escancaram a gravidade do cenário. O episódio não é isolado: soma-se a uma série de denúncias registradas durante o Carnaval de Apodi e aponta para um padrão preocupante na atuação dos seguranças. Entre os casos de maior repercussão está o de um jovem com deficiência auditiva, também agredido, cuja denúncia ultrapassou os limites do município e ganhou projeção nacional após divulgação do influenciador Ivan Baron, conhecido pela defesa dos direitos das pessoas com deficiência.
Imagens reforçam a brutalidade denunciada. Nos vídeos que circularam nas redes sociais, o jovem surdo aparece cercado por três seguranças e sendo agredido de forma violenta. Testemunhas relatam que ele tentava se comunicar por meio da Língua Brasileira de Sinais, mas foi empurrado, derrubado e atingido com cassetetes.
Investigação está em andamento. O caso é conduzido pelo delegado titular da 57ª Delegacia de Polícia Civil de Apodi.
A Prefeitura de Apodi tem culpa:
Apesar da nota de teor estritamente protocolar divulgada nesta quinta-feira (19), na qual a Prefeitura de Apodi afirma ter determinado a apuração imediata do caso, o que se observa, na prática, é a inércia. Até agora, não foi sequer divulgado o nome da empresa contratada, muito menos identificados todos os seguranças envolvidos nas agressões.
A ausência total de transparência se estende a outros pontos sensíveis: não há qualquer esclarecimento sobre o processo de pagamento nem sobre os critérios que embasaram a contratação dessa empresa. Também não foi apresentada qualquer justificativa plausível para a ausência de fiscalização por parte do município sobre a atuação dos profissionais contratados.



































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