Mutirão concentra mais de 700 atendimentos e tenta acelerar análise de benefícios
O INSS realiza neste fim de semana um mutirão de perícias médicas no Rio Grande do Norte, com previsão de 728 atendimentos distribuídos entre Mossoró, Natal e Currais Novos. A ação ocorre no sábado (11) e domingo (12), com foco em pessoas que aguardam análise para concessão de benefícios.
A maior parte das vagas está concentrada em Mossoró, com 418 atendimentos, seguida por Natal, com 250, e Currais Novos, com 60. A distribuição reflete a pressão regional por perícias e o volume de processos represados em cada localidade.
Esse tipo de mobilização altera temporariamente a capacidade do sistema, ao criar uma força-tarefa fora do horário regular para reduzir o estoque de pedidos pendentes.
Atendimento fora do horário padrão revela limitação da operação regular
A realização de perícias em fins de semana indica que a estrutura convencional do INSS não tem conseguido absorver a demanda dentro do fluxo normal de atendimento. O mutirão surge como mecanismo emergencial para dar vazão a processos acumulados.
A ação faz parte de uma estratégia recorrente, com edições realizadas a cada 15 dias, o que indica que o problema não é pontual, mas contínuo.
Esse modelo cria ciclos de represamento e liberação de atendimentos, em vez de fluxo contínuo, o que mantém o sistema dependente de ações extraordinárias.
Fila nacional pressiona sistema e amplia uso de perícias concentradas
Em todo o país, a mobilização deve realizar mais de 13 mil perícias médicas, envolvendo benefícios por incapacidade e assistenciais. O volume nacional revela que o represamento não é localizado, mas distribuído em diferentes estados.
As avaliações ocorrem tanto de forma presencial quanto por meio da Perícia Conectada, modalidade de teleatendimento que amplia a capacidade operacional sem necessidade de presença física.
Esse arranjo combina expansão pontual de capacidade com uso de tecnologia, mas não elimina a dependência de ações concentradas para reduzir filas acumuladas.
Sistema mantém lógica de acúmulo e liberação periódica de atendimentos
Os segurados que desejarem antecipar suas perícias precisam acessar canais como o telefone 135 ou o aplicativo Meu INSS, o que exige interação ativa com o sistema para tentar reduzir o tempo de espera.
A necessidade de reagendamento e monitoramento constante indica que o acesso ao benefício depende não apenas do direito, mas também da capacidade do cidadão de navegar no sistema.
Esse funcionamento reforça um modelo em que o reconhecimento de direitos ocorre em ciclos, condicionados à abertura de vagas extraordinárias, e não a um fluxo contínuo de atendimento.


































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