A redução nos preços da gasolina A e do diesel S500 na Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, ainda não chegou ao consumidor final no Rio Grande do Norte. Apesar da queda registrada nos valores praticados pela refinaria nos últimos dias, motoristas continuam encontrando preços semelhantes nos postos de combustíveis do estado.
Dados divulgados pela própria refinaria mostram que o litro da gasolina A passou de R$ 3,9964 para R$ 3,8164 entre os dias 11 e 18 de junho, uma redução de aproximadamente R$ 0,18 por litro. No mesmo período, o diesel S500 caiu de R$ 4,7335 para R$ 4,4835, recuo de cerca de R$ 0,25 por litro.
Apesar da diminuição nos preços de origem, representantes do setor afirmam que o efeito ainda não foi percebido pelos consumidores. Segundo relatos de revendedores, o principal obstáculo estaria na cadeia de distribuição, que enfrenta limitações na oferta de combustíveis e aumento nos custos de aquisição.
Distribuição é apontada como principal entrave
De acordo com agentes do mercado ouvidos pela reportagem, postos de combustíveis têm encontrado restrições na quantidade de produto disponível para compra junto às distribuidoras. Além disso, o custo pago pelos revendedores para adquirir os combustíveis teria aumentado, reduzindo o impacto da queda registrada na refinaria.
A situação não seria exclusiva do Rio Grande do Norte. O mesmo cenário tem sido relatado em estados como Minas Gerais, Goiás, Alagoas e Pernambuco, segundo informações citadas pelo setor.
Os revendedores afirmam que não há desabastecimento, mas reconhecem que as dificuldades na distribuição acabam influenciando diretamente a formação dos preços praticados ao consumidor.
Preço final depende de outros custos
Especialistas do setor lembram que o valor pago pelo motorista não é determinado apenas pelo preço praticado na refinaria. A composição dos combustíveis inclui custos de transporte, armazenamento, distribuição, tributos federais e estaduais, além das margens de comercialização ao longo da cadeia.
Por isso, reduções registradas na origem nem sempre chegam de forma imediata às bombas. Em situações de restrição de oferta ou aumento nos custos intermediários, parte da queda pode ser absorvida ao longo da cadeia de abastecimento antes de alcançar o consumidor final.
Governo amplia monitoramento
O cenário ocorre em meio ao reforço das medidas de transparência adotadas pelo governo federal para acompanhar a formação dos preços dos combustíveis. Nos últimos meses, distribuidoras passaram a enviar periodicamente informações à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que utiliza os dados para monitorar possíveis distorções no mercado.
Enquanto isso, a redução anunciada pela Refinaria Clara Camarão segue sem reflexo perceptível para os consumidores potiguares, que continuam pagando valores próximos aos praticados antes do reajuste registrado em Guamaré.







































































Comentários