O técnico do ABC, Waguinho Dias, afirmou em entrevista coletiva que o desequilíbrio emocional provocado pelas decisões da arbitragem teve peso determinante na goleada por 6 a 2 sofrida diante do Vitória, em confronto de ida das semifinais da Copa do Nordeste. Segundo o treinador, o Alvinegro fazia um de seus melhores jogos na temporada até a expulsão de Edson, nos acréscimos da primeira etapa.
Waguinho destacou que o ABC conseguiu competir em alto nível diante de uma equipe da Série A e lamentou a mudança de rumo do confronto após o pênalti cometido por Edson, que gerou a expulsão e o gol de empate do Vitória.
– Seguramente, esse primeiro tempo foi um dos melhores primeiros tempos que o ABC fez de toda a temporada desde que eu estou aqui. Nós jogamos contra uma equipe de Série A, que tem um grande elenco e um bom time. Por duas vezes saímos na frente e, além disso, fomos dominantes na partida. Tivemos bola no travessão, tivemos faltas laterais, um chute do Wellington Carvalho dentro da área por cima do goleiro. Até os 25 minutos o Vitória não chegou nenhuma vez ao gol do Matheus Alves. Nós conseguimos neutralizar o Vitória e jogar – declarou.
O treinador apontou ainda uma “sucessão de erros” no lance que originou o segundo gol do Vitória, e lamentou a falta de controle emocional da equipe por conta da expulsão de Edson.
– O segundo gol deles nasce de um ataque nosso. A bola estava no nosso pé. Infelizmente nós perdemos uma dividida e estávamos espaçados. Quando o Matheuzinho pegou na bola em alta velocidade, houve uma sucessão de erros. Tinha que ter parado a jogada naquele instante. Quando você enfrenta um jogador habilidoso daquele, precisa matar a jogada – comentou.
O treinador preferiu não polemizar a arbitragem de Léo Simão Holanda, mas afirmou que a condução do árbitro aumentou a revolta dos jogadores alvinegros dentro de campo e no intervalo. Segundo ele, a postura do árbitro durante as reclamações também contribuiu para ampliar a tensão da equipe.
– O que o árbitro alegou foi que o jogador estava em velocidade, indo ao gol, e aí houve a falta (pênalti). Por isso ele deu a expulsão. Só que até você entender tudo isso com os atletas é muito difícil. Existiu um desequilíbrio emocional muito grande no vestiário. Foi enorme. Todos os atletas muito revoltados. Então não foi só questão de jogo. O emocional, no intervalo, foi difícil de conter para que jogassem. Tudo estava contra naquele momento – detalhou.

– Todas as vezes que os nossos atletas foram falar com ele, ele foi muito ríspido. As respostas dele para os nossos atletas foram duras. Isso inibiu qualquer situação de reclamação. Independentemente da maneira que ele apitou, se estava certo ou errado, a maneira que ele agiu deixou um desequilíbrio emocional muito ruim – afirmou.
Waguinho também lembrou que o placar elástico foi construído muito mais por falhas individuais do ABC após as expulsões do que por uma postura ofensiva desorganizada da equipe.
Virada de chave
Apesar da grande desvantagem no confronto, o treinador garantiu que o ABC ainda acredita em uma reação no jogo da volta, em Natal. Antes disso, porém, o foco será o clássico contra o América-RN, pela Série D, valendo a liderança do Grupo A8.
– Não tem terra arrasada. A Copa do Nordeste é importantíssima, principalmente pela visibilidade, mas o principal objetivo do ABC é a Série D. Nós temos que pensar muito no clássico agora. E lógico que precisamos acreditar. Vamos jogar em casa, diante do nosso torcedor, e temos que honrar a camisa do ABC – finalizou.
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Crédito das Fotos: Guilherme Drovas/ABC e Reprodução/ge
Fonte: GE




































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