Lançado originalmente em setembro para Nintendo Switch e PC, SHUTEN ORDER é o mais recente romance visual (visual novel) assinado por nomes como Kazutaka Kodaka (Danganronpa, The Hundred Line: Last Defense Academy) e Takumi Nakazawa (World’s End Club, Ever 17). Após a elogiada estreia nos computadores e no console da Big N, o título finalmente recebeu sua aguardada Nintendo Switch 2 Edition, que, graças ao bom uso do hardware e várias melhorias gráficas e de performance, consegue se posicionar como a versão definitiva da obra. Confira a análise!
Ouvindo a voz de Deus
Ainda confusa com a situação e tentando recompor sua memória, Rei aos poucos descobre que ela é ninguém menos do que a fundadora e presidente da “Ordem SHUTEN” — um culto dedicado a esperar pelo fim do mundo que também governa o último país habitável de todo o planeta. No entanto, mesmo sendo uma pessoa de extrema importância para a sociedade, Rei foi brutalmente assassinada há pouco tempo, com os principais suspeitos sendo os cinco ministros que estavam sob seu comando direto.
Cinco jogos em um? Sim, é praticamente isso…
Portanto, para descobrir o criminoso, a protagonista precisa se passar por uma detetive particular, conhecer e investigar cada um dos personagens a fundo. Em termos práticos, isso se dá por meio de cinco rotas narrativas separadas — uma para cada ministro —, com cada uma delas apresentando um estilo de jogo diferente: a rota da justiça traz um puzzle de mistério ao estilo Ace Attorney; a rota da comunicação desemboca em uma espécie de dating sim à la Doki Doki Literature Club; já o caminho da segurança flerta com um terror meio escape room, e assim por diante.
Sem entrar no campo dos spoilers para não estragar a surpresa, recomendo então começar a campanha pela rota da saúde (health) ou da ciência (science), tanto pelas informações que agregam à narrativa quanto pela qualidade superior da jogabilidade. Para uma explicação mais detalhada sobre cada sequência, também indico a leitura da nossa análise original do game no Switch, escrita pelo meu colega de redação João Pedro, pois, a partir de agora, focarei nas diferenças desta Nintendo Switch 2 Edition.
O julgamento final
Além da resolução, a taxa de quadros por segundo também foi consideravelmente melhorada, ficando entre 60 e 120 frames em ambos os modos do console. A fluidez na movimentação, bem como nas animações e transições, é instantaneamente sentida, ajudando a elevar a qualidade da experiência para níveis que, tecnicamente, seriam impossíveis de alcançar no primeiro Switch.
Por fim, há também a implementação do modo mouse nas sequências que permitem esse recurso, como quando Rei precisa investigar e interagir com objetos do cenário. Ativar o mouse é bem simples (basta realmente virar o Joy-Con, como a Nintendo ensina) e, para quem vai jogar na TV, no monitor ou no modo Tabletop, a possibilidade torna as ações mais rápidas e intuitivas. Particularmente, fiquei bem feliz com a implementação e acredito que ela prova como romances visuais podem se beneficiar da inovação da Big N.
No mais, se você já possui o jogo no Switch, é possível fazer o upgrade para a versão de Switch 2 comprando o pacote de melhoria na eShop por R$ 13,35 (valor praticado no momento de publicação desta análise). Por mais que uma atualização gratuita fosse o ideal, acredito sinceramente que o valor cobrado é bastante justo para todas as melhorias implementadas, da resolução maior ao modo mouse. Já para quem pretende adquirir diretamente a Nintendo Switch 2 Edition, compensa notar que a versão do primeiro Switch também está incluída no pacote, se por acaso você quiser manter os dois consoles (e alternar entre eles).
A versão definitiva que abrilhanta ainda mais um ótimo jogo
Prós
- Apesar dos primeiros momentos serem um pouco lentos, logo revela um enredo misterioso e envolvente, que consegue prender a atenção do jogador do início ao fim da aventura;
- Graças ao bom uso do hardware do Switch 2, oferece aquela que pode ser mencionada como a versão definitiva do game, graças à versatilidade do console, excelente performance e impecável apresentação visual — tanto no modo portátil quanto no modo TV;
- A boa implementação do modo mouse é um destaque à parte e prova como romances visuais podem se beneficiar do recurso dos novos Joy-Con.
Contras
- Dado o flerte com múltiplos gêneros de videogame dentro das rotas, algumas seções naturalmente se mostram mais divertidas e bem-construídas que outras;
- A ausência de dublagem em inglês (ou outro idioma) pode incomodar quem não é fã das vozes em japonês;
- Sem localização para PT-BR, nem mesmo nos textos ou menus.
SHUTEN ORDER – Nintendo Switch 2 Edition — Switch 2 — Nota: 9.0
Análise feita por Alan Murilo
Fonte: Nintendo Blast



































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