IMD abre 55 vagas para cursos gratuitos de tecnologia no RN
O Instituto Metrópole Digital (IMD), vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), abriu processo seletivo com 55 vagas para cursos gratuitos de formação complementar nas áreas de Tecnologia da Informação (TI) e inovação.
As inscrições seguem abertas até o dia 12 de junho e devem ser realizadas exclusivamente através do sistema SIGAA.
Segundo o edital, os cursos serão ofertados presencialmente e terão carga horária entre 300 e 360 horas, com certificação emitida pela própria UFRN.
As vagas estão distribuídas em seis áreas consideradas estratégicas dentro da economia digital:
- Internet das Coisas;
- Bioinformática;
- Jogos Digitais;
- Ciência de Dados;
- Inteligência Artificial;
- Inovação e Empreendedorismo.
Programa busca ampliar qualificação tecnológica
O programa é voltado para pessoas sem vínculo ativo em cursos de graduação da UFRN.
Poderão participar:
- Profissionais já formados;
- Estudantes de outras instituições;
- Pessoas que iniciaram graduação sem concluir;
- Interessados em requalificação profissional.
Segundo o edital, não haverá oferta de bolsas de auxílio aos participantes.
A taxa de inscrição será de R$ 70, mas candidatos em situação de vulnerabilidade poderão solicitar isenção até o dia 5 de junho.
Terão direito à gratuidade:
- Pessoas com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio;
- Estudantes oriundos de escola pública;
- Bolsistas integrais da rede privada.
Economia digital pressiona mercado por mão de obra especializada
A abertura das vagas ocorre em meio ao crescimento acelerado da demanda por profissionais de tecnologia em todo o país.
Setores ligados à transformação digital ampliaram pressão sobre áreas como:
- Programação;
- Inteligência artificial;
- Ciência de dados;
- Automação;
- Segurança digital;
- Desenvolvimento de software.
O avanço da digitalização econômica fez empresas disputarem trabalhadores capazes de atuar em ambientes altamente tecnológicos.
Isso ocorre porque tecnologia deixou de ser setor isolado e passou a atravessar praticamente toda a economia contemporânea.
Hoje, áreas como:
- Bancos;
- Saúde;
- Comércio;
- Indústria;
- Agronegócio;
- Logística;
dependem diretamente de infraestrutura digital e análise de dados.
RN tenta ampliar participação na economia tecnológica
A expansão de cursos ligados ao IMD também revela uma tentativa mais ampla do Rio Grande do Norte de fortalecer presença dentro da economia da inovação.
Historicamente, o estado esteve economicamente concentrado em setores como:
- Serviços;
- Comércio;
- Turismo;
- Administração pública;
- Petróleo;
- Agronegócio.
Nos últimos anos, porém, universidades, startups e polos tecnológicos passaram a tentar construir um novo eixo econômico baseado em:
- Desenvolvimento de software;
- Pesquisa aplicada;
- Inovação;
- Empreendedorismo digital;
- Formação técnica especializada.
O próprio IMD se transformou em uma das principais estruturas de formação tecnológica do Nordeste.
Inteligência artificial acelera corrida global por qualificação
A presença de áreas como inteligência artificial e ciência de dados entre os cursos ofertados revela uma mudança ainda mais profunda.
A expansão recente da IA generativa acelerou internacionalmente a disputa por profissionais capazes de:
- Desenvolver algoritmos;
- Interpretar dados;
- Automatizar processos;
- Criar sistemas inteligentes;
- Integrar soluções digitais em empresas e governos.
Isso alterou rapidamente o mercado de trabalho tecnológico.
Profissões ligadas à análise de dados e automação passaram a ocupar posição estratégica dentro da reorganização produtiva global.
Formação técnica virou ativo econômico central
O processo seletivo do IMD mostra também uma transformação importante da educação profissional contemporânea.
Durante décadas, o diploma universitário tradicional era tratado como principal caminho de inserção qualificada no mercado.
Agora, setores tecnológicos passaram a valorizar também:
- Formação complementar;
- Certificações específicas;
- Competências técnicas;
- Atualização contínua;
- Especializações rápidas.
Isso ocorre porque inovação digital muda em velocidade muito superior à estrutura tradicional de formação acadêmica.
Na prática, profissionais de tecnologia passaram a precisar de atualização constante para acompanhar mudanças do setor.
Seleção terá prova única
Segundo o edital, a seleção contará com etapa eliminatória composta por prova objetiva com 30 questões de múltipla escolha.
O exame abordará conteúdos ligados a:
- Pensamento computacional;
- Programação;
- Matemática;
- Probabilidade;
- Língua inglesa;
- Temas sobre tecnologia e sociedade.
Para candidatos das áreas de:
- Internet das Coisas;
- Inteligência Artificial;
- Ciência de Dados;
também serão cobrados conhecimentos em programação nas linguagens Python e C/C++.
A prova será aplicada no dia 5 de julho, com divulgação do resultado final prevista para 10 de julho.
Tecnologia redefine disputas econômicas regionais
O avanço da formação tecnológica no RN revela uma disputa maior entre estados brasileiros por inserção na economia digital.
Porque regiões que conseguem formar mão de obra especializada tendem a atrair:
- Empresas de tecnologia;
- Startups;
- Centros de inovação;
- Investimentos digitais;
- Serviços de alto valor agregado.
Isso altera profundamente a lógica econômica regional.
Em vez de depender exclusivamente de recursos naturais ou atividades tradicionais, estados passam a disputar capacidade intelectual, infraestrutura digital e produção tecnológica.
E justamente porque inteligência artificial, dados e automação estão reorganizando rapidamente o mercado global, iniciativas como as do IMD mostram que o Rio Grande do Norte tenta ocupar espaço dentro de uma economia em que conhecimento técnico passou a valer tanto quanto infraestrutura física ou recursos industriais.




































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