Acaba de chegar aos cinemas o novo live-action da Disney, Moana. De todos os filmes com atores que vieram de animações do estúdio, este é um dos mais fiéis à obra original, desde ângulos de câmera idênticos até a montagem da história. O longa consegue ir um pouco além da fidelidade e entrega mais da vivência da personagem na Ilha de Motunui, apresentando novos diálogos e cenas musicais não cantadas, enfatizando momentos de grandeza e emoção.
Nessas novas cenas, a cultura da polinésia ganha espaço com vestimentas muito bem caracterizadas nos personagens, músicas cantadas na trilha – as mesmas que tocam no teaser oficial – danças e estilo de vida. Um dos grandes destaques do filme é a forma como nesses momentos o povo de Motunui flui muito naturalmente e fica nítido o cuidado em repassar bem a tradição e lendas das ilhas do Havaí, Samoa, Fiji e Taiti, onde o filme se passa.
Para aqueles fãs da animação que pediam por mais do Pua, o porquinho da Moana, infelizmente o live-action se mantém sem destacar o mascote, mas seu parceiro, o galo Heihei, recebe mais cenas e piadas diferentes da animação. Não é só ele que ganha novos ares no filme, Moana e Maui têm sua relação de amizade mais aprofundada, com novos diálogos, piadas e cenas emotivas entre eles, porém nada muito fora do que já foi mostrado na animação. A atuação de Dwayne Johnson (Maui) e Catherine Laga’aia (Moana) reforça essa dinâmica e se encaixa perfeitamente com a essência da animação sem soar cafona.
Além da ótima trilha sonora, as canções cantadas não ficam para trás. Algumas músicas receberam novas interpretações e letras, mas a base se manteve a mesma. As cenas com os atores nesses momentos de cantar ficaram mais “paradas”, por conta do realismo. Porém, o uso criativo de ilustrações animadas gera uma sensação de conforto, já que é o traço da animação. Embora, ao mesmo tempo, traz um toque esquisito.
Outro ponto do filme que pode gerar essa sensação estranha é a computação gráfica. O CGI tem seus momentos de beleza e deslumbre, como no personagem Te Kā. Mas, em certas cenas que mostram a mata ou algum animal, um “borrãozinho” ou “sensação de mal acabado” pode ser notado. Assim como o uso do chroma key (fundo verde), em algumas aproximações de câmera no rosto dos atores ou em partes mais paradas e até as mais agitadas. É possível perceber que não se trata de um cenário real.
Apesar disso, que é comum em diversas obras, o filme mantém seu charme e não se aventura muito visualmente, focando em adaptar fielmente diversas cenas e não em trazer novos ângulos e perspectivas mais elaboradas sobre a história que conhecemos há 10 anos.
Com mais atenção em atuação, trilha e montagem de cenas, o longa apresenta uma história que enfatiza a emoção da animação, ao tratar a trajetória da Moana com mais humanidade em pequenas cenas mais estendidas que mostram mais diálogos e que aprofundam a cultura polinésia.
Moana (2026) é o único live-action da Disney que será lançado esse ano. Nos próximos anos, o estúdio pretende lançar as adaptações de ‘Enrolados’ (2010) e Hércules (1997). Ambos ainda não possuem uma data de estreia.
Fonte: O Barquinho Cultural



























































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