O Rio Grande do Norte terá condições para novas pancadas de chuva entre esta terça-feira (21) e quinta-feira (23). Apesar da coincidência com a formação de um ciclone extratropical no Sul do Brasil, o fenômeno não avança sobre o Nordeste nem é o responsável direto pela instabilidade prevista no território potiguar.
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As precipitações no litoral nordestino são provocadas principalmente pelo transporte de umidade do Oceano Atlântico. Os ventos carregam vapor d’água em direção ao continente e favorecem a formação de nuvens carregadas quando encontram condições atmosféricas adequadas.
O Instituto Nacional de Meteorologia colocou a faixa entre o litoral da Paraíba e o Rio Grande do Norte sob aviso amarelo de perigo potencial para chuvas intensas nesta terça-feira. O alerta indica possibilidade de episódios localmente fortes, embora a precipitação possa ocorrer de maneira irregular entre os municípios. As informações são do Inmet.
Chuva pode avançar para o interior
A previsão indica maior concentração de chuva inicialmente na faixa litorânea do RN, incluindo Natal e municípios da Região Metropolitana. As precipitações devem ocorrer na forma de pancadas isoladas, com intensidade variando de fraca a moderada e possibilidade de trovoadas e rajadas ocasionais de vento.
Na quarta-feira (22), as áreas de instabilidade podem avançar para o interior do Nordeste. O Inmet prevê chuva isolada no Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e em partes do Maranhão, Piauí e Bahia.
Para quinta-feira (23), permanecem as condições de chuva em grande parte do território potiguar. O cenário também alcança áreas do Ceará, Paraíba, Alagoas e centro-leste de Pernambuco, enquanto o interior de outros estados nordestinos deverá continuar com tempo mais seco. A previsão foi atualizada pelo Inmet nesta terça-feira.
Ciclone permanece distante do Nordeste
O ciclone extratropical atua sobre o oceano e influencia diretamente as condições meteorológicas da Região Sul. O sistema está associado a áreas de baixa pressão e a uma frente fria, combinação capaz de produzir temporais, queda de granizo e rajadas superiores a 90 km/h.
Uma frente fria funciona como a faixa de encontro entre massas de ar com temperaturas diferentes. Esse contraste força o ar quente e úmido a subir, intensificando a formação de nuvens e tempestades. No caso atual, seus efeitos mais severos permanecem concentrados no Sul e avançam por áreas do Centro-Oeste e do Sudeste.
No Nordeste, o mecanismo é diferente. A chuva resulta da umidade oceânica transportada pelos ventos em direção ao continente, condição recorrente na faixa leste da região durante o inverno. Por isso, não há previsão de que o ciclone se desloque até o Rio Grande do Norte.
Aviso não significa chuva uniforme
O aviso meteorológico indica que existem condições favoráveis à ocorrência de chuva intensa, mas não significa que todos os municípios registrarão os mesmos volumes. Pancadas podem atingir uma área específica enquanto localidades próximas permanecem sem precipitação ou recebem apenas chuva fraca.
A distinção entre os dois sistemas é fundamental para compreender a previsão: o ciclone explica os temporais no Sul, enquanto a circulação de umidade do Atlântico sustenta a instabilidade no litoral nordestino. Para o RN, o ponto de atenção está na possibilidade de pancadas localmente intensas e não na chegada do fenômeno extratropical.









































































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