As Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) estão entre as principais causas de afastamento laboral no Brasil. Essas condições envolvem inflamações e alterações em músculos, tendões, nervos e articulações, geralmente relacionadas a movimentos repetitivos, sobrecarga, postura inapropriada e organização inadequada do trabalho.
Os distúrbios osteomusculares ocupacionais mais frequentes nos casos de LER e DORT são as tendinites, principalmente de ombro, cotovelo e punho; dores na região lombar; e as mialgias (dores musculares) em vários locais do corpo. Para alertar sobre o problema, foi criado o Dia Mundial de Combate à LER e DORT: 28 de fevereiro. A data foi lembrada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que orienta sobre esse problema que afeta principalmente pessoas em suas atividades laborais.
“Sintomas que estão impactando a qualidade de vida da pessoa, como tendinites, bursites e dor lombar, não podem ser ignorados e, portanto, devem ser motivos para a busca de um atendimento médico”, diz Rodrigo Barbalho, reumatologista do Hospital Universitário Onofre Lopes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Huol-UFRN).
Para ele, qualquer forma de estresse psicológico também contribui para os sintomas. “Se o indivíduo tem ansiedade ou sente-se deprimido, deve procurar ajuda psicológica, pois esse quadro emocional tende, muitas vezes, a gerar ou até agravar uma tensão muscular. Em muitos casos, essa insatisfação com o trabalho tem sido a principal responsável por tornar os sintomas mais crônicos”, evidencia.
Nos casos de LER e DORT, quando a dor se torna persistente, interfere em diversas atividades da vida diária. Movimentos simples, como levantar o braço, segurar objetos, dirigir ou realizar tarefas domésticas, podem se tornar difíceis ou dolorosos. A dor crônica também pode comprometer o sono e o humor.
Imagem: Ebserh
Fonte: Agecom/UFRN











































































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