“Hoje a coluna fica por conta do poeta Eduardo Ezus e de seu belíssmo texto”
Pescar é atividade poética. O peixe desliza pela água, a água confunde o anzol. O tempo é que fará o grande encontro do peixe com a morte, do anzol com o alimento, que gera vida.
O rio nunca é o mesmo, alguém disse. Não sendo o mesmo, o rio é algo meio a esmo, meio alheio, meio disperso, todo distração, coisa de si para si mesmo, só que mesmo, mesmo, nunca.
O tempo diz se os sis do rio são em si, por si ou para si, se me permite o rigor desses termos formais. Alguém que passa sem sede, olha o rio e admira. Alguém com sede, para,ad mira, boca dentro d’água, tiro exato, de precisão.
Bem, pescar, como havia dito, é coisa poética. A palavra desliza na água, o peixe confunde o anzol. O barco perdeu o prumo na conversa sem rumo. Rum, rumo, rumor. Navegar no riso é preciso. Sem tempo, agora eu rio.


































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