O vereador Fúlvio Saulo (Solidariedade), relator do processo de cassação contra Brisa Bracchi (PT), negou que tenha apresentado o parecer a favor da perda de mandato da parlamentar petista. Contudo, Fúlvio disse que vai entregar o documento ainda nesta quinta (13), sem indicar se será favorável ou contrário à cassação.
O relator se pronunciou nas redes sociais depois de blogs noticiarem que o parecer favorável já havia sido apresentado.
“Estou recebendo muitas ligações, está saindo em alguns blogs aí que nós emitimos o parecer final do relatório de cassação da vereadora Brisa. Não é verdade. Nós estamos concluindo, recebemos as alegações finais ontem (12), estamos preparando nosso relatório e não emitimos parecer ainda. Então, somente para deixar claro, tentaremos finalizar esse parecer hoje para entregar no dia de hoje. Essa é a verdade”, disse.
Brisa entregou sua defesa final nesta quarta (12) — esse envio permite que o relator, Fúlvio Saulo, apresente o relatório final a qualquer momento para posterior votação pelo plenário da Câmara Municipal.
“A nossa defesa apresenta todos os elementos que já afirmamos desde o início: não há justificativas plausíveis para pedir a cassação do nosso mandato. A apuração da Comissão não recebeu, por parte do denunciante, qualquer prova que justifique a tentativa de cassação. Carrego a esperança de que a justiça seja feita e esse processo seja encerrado”, declarou a vereadora.
Durante a entrega da defesa, Brisa também criticou a postura do vereador Matheus Faustino, autor da denúncia. Ela classifica a atuação do parlamentar como um caso de violência política de gênero.
“Ele nos atacou, e atacou outros colegas, de todas as formas, tentou tumultuar o processo e vencer na pressão e no constrangimento dos demais. Vale lembrar que a Justiça, inclusive, determinou que ele retirasse vídeos com informações falsas sobre mim. É lamentável esse tipo de conduta, mas não vamos recuar no enfrentamento”, afirmou.
Rolé Vermelho
A parlamentar foi denunciada pelo opositor, Matheus Faustino (União), por ter destinado uma emenda para o evento “Rolé Vermelho”, realizado em 9 de agosto.
Faustino alegou que a destinação da verba foi ilegal por considerar o evento de caráter partidário. Porém, o fiscal da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), instituição responsável pela liberação da verba, afirmou em depoimento não ter encontrado símbolos partidários durante sua visita ao evento. Faustino alega que a Casa Vermelha, onde o evento foi realizado, pertence ao PSTU.
“Faustino insiste que a casa é sede do PSTU, mas é uma alegação desconectada da realidade, expliquei isso no depoimento. Há uma insistência de tentar construir a narrativa de que aquele espaço é uma sede partidária quando, na verdade, todos sabem que é um espaço cultural, não é sede do PSTU, do PT, nem de partido nenhum”, argumentou Brisa no final de outubro.
O evento Rolé Vermelho, aberto ao público, aconteceu no espaço cultural “Casa Vermelha” e foi anunciado em 18 de julho, duas semanas antes da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à prisão domiciliar.
Imagem: Reprodução
Fonte: Agência Saiba Mais





































































