Estar aqui é um sonho. É muito interessante porque cada animal apresenta características diferentes. Eu estava observando as tartarugas e lendo a história de cada uma delas. Cada tartaruga tem suas próprias características, hábitos alimentares e funções. Estar aqui, observando cada animal, é uma experiência muito inspiradora.” Animada e motivada com a experiência, a aluna Thais Gabrielle, de 14 anos, da Escola Municipal Luiz Alves, de Extremoz, é mais uma visitante do Museu de Ciências Morfológicas (MCM), que se consolida como um dos espaços que mais contribuem para o conhecimento sobre a estrutura biológica dos seres vivos.
É justamente para manter viva essa animação e curiosidade dos visitantes que o espaço do MCM se renova. Inaugurado em 2009 e prestes a completar 20 anos, o museu passa a contar com novos acervos e uma nova estrutura. Essa reestruturação permitiu a ampliação da coleção de anatomia humana e animal do MCM, acompanhada de uma parceria com o Laboratório de Plastinação (LabPlast) do Centro de Biociências (CB) da UFRN. Dessa forma, a conservação das peças tem sido a principal contribuição do laboratório para o museu.

“As peças formolizadas estão sendo plastinadas, o que moderniza o sistema de conservação e produz peças que proporcionam, inclusive, maior inclusão, com a possibilidade de toque por pessoas com deficiência visual”, explica Simone Almeida Gavilan, diretora do MCM. Ela também é docente do Departamento de Morfologia (DMOR), no CB.
O museu recebe ainda uma intensa produção de pesquisas em Biologia, especialmente no campo da Morfologia. “O MCM possui, em sua estrutura, coleções biológicas coordenadas por seus curadores. As atividades de pesquisa ocorrem por meio de parcerias entre pesquisadores e instituições. O museu também realiza pesquisas vinculadas ao Programa de Pós-Graduação em Biologia Estrutural e Funcional, recebendo alunos e alunas de mestrado e doutorado”, informa a diretora.
Diversas coleções compõem o acervo: de Invertebrados, Fungos, além da Coleção Ictiológica, que reúne estudos e peças sobre a estrutura corporal dos peixes; Coleção Ornitológica, com exemplares que expõem a biologia das aves; Coleção Entomológica, dedicada aos insetos; e Herbário, que reúne a flora presente no acervo do museu.

Esses conjuntos de peças estão distribuídos em espaços dedicados do MCM. Um exemplo é a exposição da fauna do Geoparque do Seridó.
Assim, as escolas que visitam o museu podem contar com um vasto acervo, com peças que podem ser exploradas conforme o nível de ensino e conteúdo que está sendo abordado em sala de aula. Inclusive, cada visita é planejada de acordo com a faixa etária e as necessidades especiais dos visitantes.
“É consultado o número de alunos, a faixa etária e o conteúdo que eles estão ministrando, o que eles estão vendo em sala de aula. A partir disso, é preparada uma exposição e uma mediação baseada nessas informações. Os alunos que têm necessidades específicas, como os neurodivergentes, são recebidos de forma especial”, detalha Simone.

O servidor técnico-administrativo da UFRN, Aldo Fonseca de Souza, é um dos profissionais que atuam com pesquisas envolvendo o acervo do Museu. Aldo desenvolve uma pesquisa que utiliza a plastinação, uma técnica das Ciências Biológicas que busca preservar espécimes para fins de estudo, mantendo a aparência e aumentando a durabilidade dos corpos.
“Na minha pesquisa de doutorado, trabalhamos com peças plastinadas. Elas ficam livres do formol e se tornam mais acessíveis para o estudo. Utilizei essas peças para investigar o impacto delas no ensino de Biologia no Ensino Médio. Usei tanto peças humanas reais plastinadas quanto peças animais plastinadas, para verificar o desempenho dos alunos em temas relacionados ao corpo humano e à anatomia animal, respectivamente”, descreve Aldo, que é mestre em Biologia Estrutural e Funcional pela UFRN e doutorando na mesma área. Sua pesquisa é orientada por Expedito Silva do Nascimento Júnior, docente do Centro de Biociências (CB) e doutor em Psicobiologia.

O MCM funciona diariamente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h às 17h. As visitas são gratuitas e devem ser agendadas pelo e-mail museumcm.ufrn@gmail.com ou pelo telefone/WhatsApp (84) 99167-6531.
Fonte: Agecom/UFRN
































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